Projeto Projeto Riacho Grande prevê beneficiar aproximadamente 2 milhões de pessoas da região metropolitana; investimento foi de R$ 1,1 bilhão
FOTO: Divulgação/ISA Energia Brasil

O projeto de transmissão de energia Riacho Grande é finalizado e recebe autorização para operação comercial cinco meses antes do prazo regulatório da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). A iniciativa da concessionária Isa Energia Brasil contempla a construção de 44,6 quilômetros de linhas de transmissão subterrâneas, nove quilômetros de linhas aéreas, uma nova subestação em São Caetano (no Bairro Fundação) e a ampliação de duas existentes (Miguel Reale e Sul). Com investimento previsto de R$ 1,1 bilhão, o empreendimento deve beneficiar cerca de 2 milhões de pessoas na Região Metropolitana de São Paulo.
O diretor-executivo de projetos da concessionária, Dayron Urrego, explica que a ação liga a Capital paulista ao Grande ABC e o equipamento em São Caetano vai aumentar a capacidade de atendimento de energia pelos próximos 30 anos. Agora, o recurso gerado pela Usina de Itaipu, que é a maior da América Latina, poderá chegar até a Subestação Sul, em Santo André, que passou a ser abastecida por quatro fontes distintas: Baixada Santista, Embu Guaçu, Ibiúna e Tijuco Preto – antes eram apenas duas. O empreendimento obteve o TLD (Termo de Liberação Definitivo), do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), para operação em 30 de outubro. A data final para energização das distribuidoras é março de 2026.
“O projeto Riacho Grande é um marco para o sistema elétrico não apenas pela complexidade, mas pela robustez da infraestrutura. É uma obra pensada para sustentar o crescimento urbano e industrial da região com alta confiabilidade, segurança operacional e reduzindo o impacto ambiental”, afirma.
De acordo com ele, o projeto conseguiu ser entregue antes após uma série de replanejamentos. “Definimos quais atividades precisavam ser priorizadas para ter melhor desempenho nas obras. Tinham alguns trechos que só podiam ter trabalhos à noite por causa do trânsito. Conseguimos trabalhar perto do orçamento previsto pela Aneel e seguir com o que foi estabelecido no leilão de 2020.” Foram necessários 2.200 trabalhadores para concluir o projeto Riacho Grande.
Os cabos subterrâneos utilizados contam com tecnologia para monitoramento em tempo real capaz de identificar variações de temperatura e possíveis falhas. Urrego destaca que isso aumenta a resiliência da rede, facilita a manutenção, reduz o risco de sobrecarga, além de garantir mais segurança em eventos climáticos extremos.
“Linhas subterrâneas estão protegidas por lajes de concreto. O custo é bem maior que as aéreas, mas não daria para atravessar as cidades se não fosse essa tecnologia”, explica. “Essa proteção não impede totalmente os impactos das tempestades, por exemplo, mas reduz bastante os danos aos consumidores.”
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