Em pauta Aroaldo Silva, secretário executivo da entidade, diz que pauta já está em discussão entre prefeitos
FOTO: Denis Maciel/DGABC

O Consórcio Intermunicipal do Grande ABC pretende avançar nas tratativas a fim de formalizar o pedido de um terceiro hospital estadual na região, com o objetivo de suprir o déficit de atendimento de alta complexidade na microrregião composta por Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra. De acordo com o secretário executivo da entidade, Aroaldo Silva, a demanda já é discutida entre os sete prefeitos para convencer posteriormente o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) da necessidade de um novo equipamento de saúde.
Com uma população de 2.792.766 moradores conforme levantamentos mais recentes do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o Grande ABC conta com dois hospitais estaduais: o Serraria, em Diadema, e o Mário Covas, em Santo André. A ideia para ter mais um equipamento desse porte partiu do prefeito de Mauá, Marcelo Oliveira (PT), em conversas com colegas Guto Volpi (PL), de Ribeirão Pires, e Akira Auriani (PSB), em Rio Grande da Serra, a fim de ampliar a cobertura hospitalar para as três cidades.
“O tema já chegou e começamos esse debate junto aos prefeitos. Existe esse diagnóstico mesmo da necessidade de um terceiro hospital estadual para atender as demandas da população. O que a gente precisa agora é calibrar junto ao governo do Estado. Temos um hospital estadual em Diadema, que atende aquela região, enquanto o de Santo André recebe outra. Então, há uma microrregião (do Grande ABC) que não está sendo atendida e esse debate vai evoluir nos próximos dias”, disse Aroaldo Silva
A justificativa por um novo hospital regional, segundo a alegação de Marcelo Oliveira, é que o Hospital de Clínicas Doutor Radamés Nardini, sob gestão de Mauá, não apresenta mais condições de crescimento para demanda vinda dos dois municípios próximos, além de pacientes da Zona Leste de São Paulo, Rodoanel Mário Covas e Rodovia Índio Tibiriçá (SP-31). O equipamento começou a prestar serviço em 1986, quando a população mauaense era estimada em 269.321 habitantes - hoje, estaria em 429.014 pessoas.
A demanda apresentada por Mauá vai se somar a outra bandeira defendida por quase uma década junto ao Palácio dos Bandeirantes: a Cross (Central de Regulação de Oferta de Serviços de Saúde) Regional. A ideia é que haja intercâmbio de vagas ociosas entre as sete cidades, sem a necessidade dos pacientes se deslocarem para fora do Grande ABC. “Insistimos em ter o nosso Cross para conseguir olhar melhor e conectar as necessidades das especialidades aqui”, pontuou Aroaldo.
COMPRAS
Após realizar compras consorciadas de drones, com planos futuros de adquirir viaturas às GCMs (Guardas Civis Municipais), o Consórcio Intermunicipal anunciou que ampliará a modalidade para a saúde. O formato é uma prerrogativa da lei federal 11.107/2005, a “Lei dos Consórcios Públicos”, na qual permite licitações unificadas entre entes consorciados. Os insumos e equipamentos ainda serão discutidos entre as equipes técnicas da entidade e das prefeituras.
“Na última assembleia (de prefeitos) surgiu essa demanda de levarmos para a área da saúde os pilares de integração regional do (programa) Grande ABC + Seguro. Os prefeitos demandaram que nossa equipe técnica inicie um trabalho em conjunto com os secretários municipais. Vamos avançar nas discussões e assim que tivermos um modelo mais maduro e detalhado, divulgaremos todas as informações do programa”, afirmou o secretário executivo.
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