Luto Clara teve trajetória marcada por lutas sociais e resistência à ditadura
FOTO: Reprodução

Morreu nesta segunda-feira (3), aos 100 anos, a ativista e militante histórica Clara Charf, uma das figuras mais simbólicas da política brasileira. Viúva do guerrilheiro Carlos Marighella, assassinado pela ditadura militar em 1969, Clara teve sua vida marcada pela luta por justiça social, democracia e direitos humanos.
Nascida em 17 de julho de 1925, em São Paulo, Clara iniciou sua militância ainda jovem, aos 16 anos, e se filiou ao PCB (Partido Comunista Brasileiro) aos 21. Em 1947, casou-se com Marighella, com quem compartilhou o engajamento político e a resistência ao regime militar instaurado em 1964.
Durante os anos de repressão, Clara foi perseguida por agentes da ditadura e chegou a ser presa. Após o assassinato de Marighella, em 1969, viveu no exílio em Cuba, onde permaneceu até a anistia política.
De volta ao Brasil em 1979, participou ativamente da fundação do PT (Partido dos Trabalhadores), tornando-se uma das vozes femininas mais atuantes da esquerda.
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