Em Santarém Declaração foi dada durante uma visita à Aldeia Vista Alegre de Capixauã, no Pará
FOTO: Ricardo Stuckert/Presidência da República

Em agenda na Aldeia Vista Alegre de Capixauã, em Santarém, no Pará, ontem, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou que, até o próximo dia 17, vai anunciar a criação de uma universidade indígena. “Já temos uma ministra indígena, a Funai indígena, o chefe da saúde indígena e falta uma universidade indígena”, disse.
O petista afirmou que a sede será em Brasília, mas, além do curso principal na Capital Federal, todos os estados vão fazer extensão com a universidade “para meninada fazer o curso próximo de onde mora e não precisar ir pra Brasília”.
Lula e as ministras dos Povos Indígenas e do Meio Ambiente, Sonia Guajajara e Marina Silva, e a presidente da Funai (Fundação Nacional dos Povos Indígenas), Joenia Wapichana, participaram de roda de conversa com caciques do povo Kumaruara
Lula fez outros sinais, dizendo que serão analisados pedidos da aldeia nas áreas de saúde, demarcação territorial, habitação (um programa Minha Oca, Minha Vida), água e energia. Prometeu aos caciques que vai colocar luz. “Não vai demorar muito, o ministro de Minas e Energia vai vir aqui conversar com vocês. Não tem nada na pauta que vocês me entregaram que a gente não possa fazer.”
A ministra do Meio Ambiente defendeu a demarcação de terras pela atual gestão e também fez referência ao desmatamento, sustentando que o governo reduziu o problema a nível geral, mas com mais intensidade nas unidades de conservação.
Lula também fez referência às demarcações, dizendo que não tem ninguém que já tenha demarcado mais terra indígena do que seu governo, nem quem tenha feito mais reservas. “Mas tudo que fazemos ainda é pouco, pela quantidade de anos que o povo foi esquecido. Então, temos de correr cada vez mais”, prosseguiu.
O chefe do Executivo criticou outras autoridades, dizendo que “a verdade nua e crua é que lá de Brasília as pessoas não enxergam vocês”. Completou ressaltando que, para os demais governantes do País, os indígenas “não existem”. “Vim aqui para dizer que não só existem, como têm caráter e as necessidades que todo povo brasileiro tem para que os problemas sejam solucionados”, pontuou.
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