Luto Famílias levaram flores coloridas e relembraram bons momentos ao lado daqueles que partiram
FOTO: Claudinei Plaza/DGABC

Neste domingo, 2 de novembro, Dia de Finados, o amanhecer foi marcado por chuva forte no Grande ABC. Mas, aos poucos, o tempo abriu e a garoa deu lugar a um clima de reflexão e saudade. No Cemitério Vale dos Pinheirais, em Mauá, famílias levaram flores, velas e orações para homenagear aqueles que partiram.
Os túmulos foram decorados com flores coloridas e sentimentos. O movimento começou cedo e seguiu ao longo do dia, embalado por missas e momentos de oração. As celebrações foram realizadas às 9h, 11h, 14h e 16h. A missa das 14h foi presidida pelo padre Cláudio Tafarelo, reitor do Santuário Diocesano de Nossa Senhora Imaculada Conceição.
Segundo o sacerdote, o Dia de Finados é uma data profundamente significativa para a Igreja Católica e a celebração é marcada pela esperança cristã na vida eterna. “Nós não cremos na morte; nós cremos na vida. E, portanto, tem sentido nós rezarmos pelos fiéis defuntos. Nós confiamos na misericórdia e no amor de Deus, que, em Cristo, venceu o pecado e a morte, para nos dar a certeza da vida em plenitude”, afirmou.
O religioso ressaltou também que esse é um momento de confiança no amor e na misericórdia divinos: “Nossos entes queridos têm um sentido muito grande, que é o de nós confiarmos também no amor e na misericórdia de Deus, que pode completar neles aquilo que falta para a sua salvação. Devemos sempre confiar nesse Deus da vida e, portanto, os Finados têm um sentido muito grande para a Igreja Católica.”
Entre os visitantes estava Yan Torres, 25, morador de Mauá. Ele foi ao cemitério visitar o avô, Josino Pascoal Torres, falecido há dois anos. “São lembranças boas, mas é um momento que deixa a gente triste. A gente sente falta. Mas vir visitar traz essa conexão com ele novamente”, contou.
De Ribeirão Pires, Simone Lucília de Souza, 46, soldadora, visitou o túmulo do irmão Emerson José, conhecido como Negão, que morreu aos 51 anos há pouco mais de um mês, vítima de um infarto.
“Pra mim é um sentimento bom de visita, porque a gente nunca deixou de se falar que se amava. Sempre falei para ele em vida. É especial estar aqui com ele hoje. O dia de hoje é de saudade. As lutas do dia a dia não nos deixam viver o luto, então esse é um momento que a gente reflete”, disse emocionada.
A auxiliar de enfermagem Gisele Costa, 57, também de Mauá, foi ao cemitério para homenagear a mãe, falecida há dez meses.
“É muito estranho, é o primeiro aniversário que a gente não tem ela. Ela faria 80 anos no sábado. A gente não sabe bem o que pensar, parece até que é mentira. Geralmente a gente comemorava com bolo, mas é estranho estar aqui”, contou.
Já a professora Sandra Pereira Silva, 53, mantém a tradição de visitar o túmulo dos pais e do irmão todos os anos. “Fazem sete anos que um irmão morreu, seis da minha mãe e cinco do meu pai. Venho todo ano, é uma consideração. A gente reza e é um momento de ter as memórias boas deles”, afirmou.
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