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Linfoma: entenda o câncer silencioso

Danielle Leão
30/10/2025 | 09:59
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FOTO: Freepik Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O linfoma é um câncer do sistema linfático, parte essencial da defesa do organismo, que surge quando os linfócitos, células que combatem infecções, se multiplicam de forma descontrolada. Mais de 12 mil novos casos são diagnosticados por ano no Brasil, tornando-o o oitavo tipo de câncer mais comum, segundo o Instituto Nacional de Câncer.

A doença é dividida em dois grandes grupos: Hodgkin e não Hodgkin. O tipo não Hodgkin representa cerca de 80% dos casos e reúne mais de 80 subtipos, cada um com comportamento e tratamento específicos, o que torna indispensável o acompanhamento médico especializado.

Os principais sinais do linfoma incluem aumento persistente de gânglios (as ‘ínguas’), febre prolongada, suor noturno excessivo, fadiga intensa e perda de peso sem explicação. Em geral, o inchaço não causa dor nem vermelhidão, sendo facilmente confundido com infecções comuns, o que pode atrasar o diagnóstico. Se os sintomas persistirem por semanas, é essencial buscar avaliação médica.

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O linfoma pode ocorrer em qualquer idade, mas alguns subtipos são mais frequentes após os 50 anos, quando o sistema imunológico tende a enfraquecer. Fatores de risco incluem histórico familiar, baixa imunidade, como em pessoas com doenças autoimunes ou transplantadas, e exposição a determinadas substâncias, embora a causa exata ainda seja desconhecida. É importante destacar que o linfoma não é contagioso nem hereditário.

O diagnóstico é feito por meio de biópsia do linfonodo, analisado por um patologista especializado. Exames de imagem, como o PET CT, ajudam a determinar a extensão da doença, enquanto exames de sangue e da medula óssea completam a avaliação.

O tratamento depende do subtipo e do estágio. Em alguns casos, o acompanhamento é apenas observacional; em outros, são indicadas quimioterapia, imunoterapia, radioterapia ou terapias mais modernas, como as células CAR T. Graças aos avanços da medicina, muitos pacientes alcançam cura ou controle prolongado da doença, sobretudo se o diagnóstico é precoce.

Durante o tratamento, recomenda-se manter alimentação equilibrada, atividades físicas adaptadas e suporte psicológico. Após a remissão, o acompanhamento regular é essencial para monitorar possíveis recaídas e preservar o bem-estar físico e emocional.

Para pessoas acima dos 50 anos, a atenção a sintomas persistentes e consultas de rotina são medidas fundamentais. Informação e diagnóstico precoce continuam sendo as principais ferramentas para garantir um desfecho positivo.

Danielle Leão é hematologista especialista em linfomas na Croma Oncologia.




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