No Podcast do 'Diário' Claudio Yukio Miyake disse que nova cultura irá refletir, em alguns anos, na menor perda dentária
FOTO: Claudinei Plaza/DGABC

O Brasil possui 14 milhões de pessoas com perda dentária total e 34 milhões sem 13 ou mais dentes, de acordo com pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Entretanto, o cenário tende a mudar na opinião do presidente do CFO (Conselho Federal de Odontologia), Claudio Yukio Miyake, pois a população tem buscado atendimento odontológico e mudado seu comportamento para uma cultura de prevenção.
“Apesar dos números, estamos tendo diversos avanços nas últimas décadas. Antes não havia o costume de procurar o dentista para tratamentos restauradores e de prevenção, apenas mutiladores. Está doendo, tira. Com essa mudança de mentalidade, vamos mudar este jogo”, afirmou o cirurgião-dentista durante entrevista no podcast Política em Cena, transmitido nesta quarta-feira (29) nos canais digitais do Diário.
Miyake, que esteve em Santo André também participar da Sessão Solene realizada ontem em celebração ao Dia Nacional do cirurgião-dentista na Câmara Municipal, disse que há algumas décadas as crianças a partir de seis anos já possuíam múltiplas cáries e, com 12, perdido diversos dentes. “Essa cultura de prevenção vai se refletir daqui a uns anos. Hoje, idosos têm muitas perdas dentárias. As crianças que hoje estão cuidando dos dentes, escovando todos os dias e indo ao dentista, terão dentes íntegros, porque evitam problemas de gengiva e cáries.”
A mudança de cultura tem sido impulsionada pelo maior acesso ao atendimento odontológico na rede pública. A lei federal de número 14.572, de 2023, instituiu a Política Nacional de Saúde Bucal no SUS (Sistema Único de Saúde), garantindo o direito ao tratamento nas unidades de saúde do País.
Claudio Yukio Miyake falou ainda sobre a assistência odontológica oferecida em Santo André a pacientes em internação hospitalar após a Lei Ordinária de número 10.548, de 2022, de autoria do vereador Marcos Pinchiari (PSDB). “Um bom cuidado de saúde bucal para um paciente internado reflete no melhor resultado de um tratamento. Muitas infecções generalizadas têm origem na boca e Santo André esteve na vanguarda”, explicou. “E não é um custo a mais para o hospital, porque o atendimento bucal evita complicações e ajuda na recuperação geral do paciente internado”, acrescentou.
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