Conscientização Evento destacou a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama, da rede de apoio e do combate aos tabus sobre a doença
FOTO: André Henriques/DGABC

A manhã desta segunda-feira (27) foi de diálogo e acolhimento no Anfiteatro do Centro Universitário FMABC (Faculdade de Medicina do ABC), em Santo André. A Fundação do ABC reuniu colaboradoras, docentes, representantes de unidades de saúde e pacientes em tratamento oncológico em um encontro para discutir exames de rastreamento, diagnóstico precoce e apoio emocional no enfrentamento do câncer de mama.
A ação foi promovida pela Comissão das Mulheres da FUABC, criada neste ano pela presidência e composta por 18 colaboradoras de diferentes setores da sede administrativa. O grupo tem como objetivo fortalecer a participação feminina na instituição e fomentar debates sobre saúde, bem-estar e empoderamento das mulheres.
Uma das colaboradoras, Carolina Silvério, 44 anos, explicou como surgiu a comissão. “A comissão foi originalmente criada para a Semana da Mulher, que realizamos em março. Foram vários eventos, e deu tão certo essa união que decidimos criar uma comissão permanente. Este é o nosso segundo evento do Outubro Rosa”, contou.
Carolina também informou como foi reunir as 18 colaboradoras no projeto. “A gente conseguiu reunir praticamente mulheres de todos os departamentos, de vários níveis hierárquicos e de realidades muito diferentes. Cada uma entende as necessidades de todos esses níveis. E a gente tem trabalhado muito bem junto, a gente está muito feliz com essa união”, comentou.
O encontro teve como ponto alto a palestra de Roberta Perez, 36, comunicadora e profissional da saúde, que compartilhou sua trajetória como sobrevivente de câncer de mama. Aos 27 anos, Roberta recebeu o diagnóstico e, desde então, transformou sua experiência em ferramenta de conscientização.
“Foi um enorme choque de realidade perceber como estava vivendo a minha vida. Mas, após assimilar, entendi que mesmo sendo algo grave eu poderia sair dessa situação com vida. Essa experiência me fez recalcular a rota e refletir sobre a forma como eu vivia”, compartilhou Roberta.
Durante a palestra, ela alertou que uma em cada oito mulheres pode desenvolver câncer de mama ao longo da vida e reforçou a importância dos exames de rastreamento, que “não previnem o surgimento do câncer, mas ajudam a rastrear e tratar precocemente, diminuindo os riscos”. Roberta também ressaltou que 2% dos casos de câncer de mama acontecem em homens, defendendo a necessidade de derrubar tabus e ampliar o debate sobre a doença.
Além disso, a profissional de saúde destacou a importância de olhar para o bem-estar de forma integral. “A mulher não se resume à mama. Ter uma alimentação equilibrada e uma vida saudável é importante, mas dentro do seu próprio contexto social, do que é possível viver na prática”, ressaltou.
Após a palestra, Roberta conduziu uma roda de conversa com lideranças femininas da saúde no Grande ABC, incluindo a secretária de Saúde de São Caetano, Adriana Berringer Stephan, a mastologista do Hospital Estadual Mário Covas, Alessandra Nabarro, a pró-reitora de Extensão da FMABC, professora Vania Barbosa do Nascimento, a diretora-geral do Complexo de Saúde de São Bernardo, Heloísa Molinari Calderon, e a colaboradora da FUABC e paciente em remissão, Carolina Silvério.
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