Máquina do tempo Grupo se reúne às quartas para aprender a dançar clássicos da disco e deseja que projeto siga em 2026
Arquivo pessoal

Quando as caixas de som do Cine Theatro de Variedades Carlos Gomes, em Santo André, começam a tocar a música Genius Of Love, da banda Tom Tom Club, todos já sabem que as aulas de passinho de flashback acabaram de começar. Às quarta-feiras, entre 19h e 21h, a turma com 180 alunos se reúne para dançar clássicos da disco das décadas de 1970 e 1980. Atualmente, com uma fila de espera com mais de 100 pessoas, os organizadores agora lutam para que a Prefeitura torne o projeto, previsto para se encerrar em dezembro, algo fixo no calendário do espaço.
“Nossa primeira aula foi no aniversário da cidade, em abril. A ideia era de que ficássemos apenas um mês, mas o interesse do público foi tão grande que conseguimos prorrogar por mais tempo e já são mais de seis meses. Não queremos desfazer o grupo no fim do ano. Nosso objetivo é continuar oferecendo uma atividade física, que prioriza a diversão dos participantes”, relata o professor Reinaldo de Paula Ribeiro, que conduz as aulas juntamente com Maria Carolina Siqueira – ambos criadores do projeto BlackMDance.
Ribeiro afirma que a primeira aula reuniu 60 pessoas. Segundo ele, a oficina, gratuita, não é apenas um momento para dançar, mas também espaço para instigar as habilidades sociais dos inscritos. “Fazemos um alongamento inicial, trabalhamos técnicas, marcamos confraternizações, convidamos os alunos para apresentações em outros espaços da cidade, como Giramundo e Aramaçan. Isso faz com que eles memorizem os passos e acaba sendo uma terapia, porque eles se preocupam mais com o bem-estar”, destaca o professor.
Ele comenta que o grupo tem gerado até oportunidades de networking. “Temos profissionais de todas as áreas que conversam entre si durante os treinos e começam a se ajudar, oferecem serviços, ampliam as redes de contato. Também surgiram namoros entre o pessoal. É muito legal ver que as conexões não se limitam às quartas-feiras.”
A corretora Magda Beraldi, de 56 anos, moradora da Vila Floresta, em Santo André, conheceu a ação pelo Instagram da Prefeitura de Santo André e frequenta o grupo desde a primeira aula. Para ela, os participantes se tornaram uma família.
“Faça chuva ou faça sol, a aula está sempre lotada. O público é muito diversificado, desde crianças até idosos. O projeto mudou minha vida. Já levei pelo menos 12 amigos para vê-lo. Conheço pessoas que voltaram a sair de casa, frequentar barzinhos depois que entraram na aula. Mexe com a autoestima, com o bem-estar” , diz Magda. “Os professores são muito dedicados. Queremos que o projeto continue ajudando mais pessoas.”
Ribeiro reforça que o projeto visa estimular a cena cultural do Grande ABC ao inspirar a formação de novos dançarinos. “Como há uma fila de espera, temos uma regra que a pessoa não pode faltar duas vezes consecutivas sem justificativa. Infelizmente, o cronograma do teatro não tem disponibilidade para criarmos uma segunda turma. Por isso, começamos a ter aulas também na Rua Coronel Ortiz, número 277, toda terça-feira, das 19h às 21h, para tentar atender essa demanda.”
A lista é administrada pela professora Maria Carolina Siqueira pelo número (11) 91668-8558.
Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.