Política Titulo Equilíbrio fiscal

Taka ganha fôlego com orçamento de R$ 3 bi para aplicar plano de governo

Prefeito de Diadema planeja investimento de R$ 428,8 mi em obras e fixa novas metas para 2026

Bruno Coelho
26/10/2025 | 00:00
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André Henriques/DGABC
André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Prestes a completar o primeiro ano de governo lidando com forte austeridade fiscal, o prefeito de Diadema, Taka Yamauchi (MDB), espera cenário mais favorável com o Orçamento de R$ 3,034 bilhões ao exercício de 2026. Dentro da receita projetada, o emedebista pretende aplicar R$ 428,8 milhões no Plano de Obras, contemplando 24 metas no próximo ano, além de contar com maior fôlego em caixa a fim de avançar nas propostas apresentadas junto ao plano de governo que o levou à vitória nas urnas.

Taka assumiu o comando do Paço de Diadema com a planilha financeira de 2025 apontando receitas de R$ 2,972 bilhões. Entretanto, não demorou para o emedebista afirmar que os números levantados pela gestão do antecessor José de Filippi Júnior (PT) estavam inflados. De acordo com a Secretaria de Finanças, sob comando de José Luiz Gavinelli, dos R$ 2,616 bilhões previstos para a administração direta, a expectativa real era pouco superior a R$ 1,3 bilhão até 31 de dezembro, uma queda na casa dos 50%.

Para o próximo ano, o governo prevê maior participação de recursos oriundos de fontes externas, tendo como o próprio Plano de Obras como exemplo. Dentro do valor global previsto na redação, à espera de votação dos 21 vereadores – a exemplo da LOA (Lei Orçamentária Anual) de 2026 e do PPA (Plano Plurianual) 2026-2029 –, R$ 400,4 milhões são provenientes de verbas vinculadas, ou seja, emendas parlamentares, além de aportes do Estado e da União a políticas públicas na cidade.

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“Independentemente das dificuldades orçamentárias no início da gestão, como todas as dívidas de mais de R$ 2,5 bilhões (incluindo passivos de longo prazo) e o déficit de mais de R$ 411 milhões entre receitas e despesas, a gente teve um trato muito sério com o erário. Nós praticamente reduzimos esse número para R$ 260 milhões nesse déficit, conseguimos trazer um reequilíbrio fiscal na cidade, ponderando tudo aquilo que foi colocado no nosso plano de governo”, afirmou Taka.

De acordo com a nova LOA, a Saúde lidera a fatia orçamentária com R$ 795,8 milhões no próximo exercício. No setor, a administração deseja iniciar a construção do novo Hospital Municipal, com cifras vinculadas de R$ 100 milhões, além de dar o pontapé a duas UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) no Eldorado e Piraporinha, com investimentos de R$ 5 milhões e R$ 16 milhões, respectivamente, conforme números previstos no Plano de Obras.

Por sua vez, a Educação receberá R$ 586,9 milhões. O governo aplicará R$ 38 milhões visando a conclusão das obras e dar fim ao atraso do Quarteirão da Educação, também conhecido como CEU (Centro Educacional Unificado) – R$ 20 milhões do tesouro municipal e R$ 18 milhões de receita vinculante. Também são aguardados investimentos de R$ 8 milhões no Centro TEA (Transtorno do Espectro Autista), além das construções de creches e reformas de outras unidades educacionais.

Outros setores prioritários em 2026 são obras (R$ 180,9 milhões), serviços urbanos (R$ 127,3 milhões), segurança (R$ 87 milhões) e mobilidade (R$ 78,2 milhões).




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