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De acordo com dados do Ministério da Previdência Social, quase 500 mil licenças médicas foram concedidas pelas empresas em 2024 devido a questões de saúde mental, o que representa um aumento de 68% em relação ao ano anterior. Os transtornos mais registrados no período foram ansiedade (141.414) e depressão (113.604). São números alarmantes e que pedem por soluções imediatas. É aqui que a atividade física entra como um fator-chave.
Grande parte das pessoas passa mais tempo no trabalho do que em casa, o que dificulta a prática regular de exercícios. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 47% dos brasileiros são sedentários, índice que coloca o país entre os mais inativos da América Latina. Essa rotina impacta diretamente corpo e mente, já que a prática esportiva libera endorfinas, melhora o humor, aumenta a autoestima e reduz o estresse, prevenindo transtornos como ansiedade, depressão e burnout.
Além dos ganhos individuais, a atividade física também beneficia as empresas: reduz absenteísmo e turnover, melhora a produtividade e fortalece o engajamento das equipes, evitando custos com afastamentos e rotatividade.
Pensando no impacto dos esportes nas vidas pessoais e profissionais dos colaboradores, é fundamental que o incentivo à prática de atividades físicas venha da organização, por meio de medidas preventivas internas ou externas. Felizmente, já é possível vislumbrar que esse movimento vem ganhando força.
O comportamento dos profissionais também mudou: muitas pessoas priorizam locais que cuidam da saúde física e emocional. Dessa maneira, uma cultura organizacional voltada ao bem-estar se tornou um diferencial competitivo.
O primeiro passo para promover esse ambiente é a escuta ativa. Ouvir os colaboradores ajuda a empresa a identificar demandas reais e desenvolver políticas como horários flexíveis, programas de bem-estar e suporte psicológico.
Em paralelo, também é fundamental capacitar líderes para reconhecer sinais de estresse e sobrecarga, oferecendo suporte adequado antes que o problema se agrave.
Com esses pontos de partida, é possível começar a cuidar melhor dos maiores ativos das organizações: os seus profissionais. Não se trata apenas de responsabilidade social, mas de uma estratégia para fortalecer negócios. Todos saem ganhando com ambientes mais humanos, produtivos e saudáveis.
Suzie Clavery é diretora de recursos humanos na América Latina da TotalPass e tem MBA em felicidade organizacional.
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