Cena Política
FOTO: Fernandes

O sempre emblemático vereador Reinaldo Meira (Solidariedade) voltou a roubar a cena na sessão da Câmara de Diadema, na última quinta-feira (23). O plenário estava quente: ambulantes lotaram o espaço em busca de apoio dos vereadores após a gestão Taka Yamauchi (MDB) decidir reorganizar o Centro e suspender temporariamente o trabalho dos comerciantes. O clima era de toma lá, dá cá entre situação, oposição e plateia, mas Meira resolveu elevar o volume literalmente. Ao defender o governo e criticar os adversários com entusiasmo, o vereador ultrapassou o tempo de fala e teve o microfone cortado. Foi então que o equipamento virou vítima do calor político: Meira o arrancou da bancada, bradando que “ainda tinha direito à fala”, sob o olhar atônito do presidente da Casa, Rodrigo Capel (PSD).
BASTIDORES
Mais mudanças
O prefeito Marcelo Lima (Podemos) segue fazendo ajustes em seu secretariado. Uma semana depois de mudar sete nomes do primeiro escalão, o chefe do Executivo de São Bernardo publica nesta sexta-feira (24) no Notícias do Município, o diário oficial da cidade, a nomeação do advogado Ronaldo Alves Vitale Perrucci para comandar a Pasta do Meio Ambiente, Sustentabilidade e Proteção Animal, no lugar de Joyce Lima Quintino. Perrucci deixa o comando da Justiça, que passa a ser dirigida por Carlos Roberto Maciel.
A Grande Família
Ao atingir 6 votos a 1, o STF (Supremo Tribunal Federal) formou nesta quinta-feira (23) maioria para manter o entendimento que permite a nomeação de parentes para cargos políticos na administração pública. Os ministros Luiz Fux (relator), Cristiano Zanin, André Mendonça, Kassio Nunes Marques, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli compreendem que a prática não configura nepotismo, desde que os indicados possuam qualificação técnica. Até o momento, o único a discordar da tese é Flávio Dino.
Cassação – 1
Eduardo Bolsonaro (PL-SP) pode se tornar o quarto deputado federal da história a ser cassado por faltas. O parlamentar está desde março nos Estados Unidos, de onde conduz campanha pela anistia ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Como o artigo 55 da Constituição determina que o legislador perca o mandato caso não compareça a um terço das sessões sem justificativa, ele corre risco.
Cassação – 2
Já deixaram a cadeira de deputado federal por excesso de faltas o fluminense Chiquinho Brazão, o mineiro Mário Bouchardet e o paulista Felipe Cheidde. Este último tinha domicílio eleitoral em São Bernardo, onde chegou a presidir o Cachorrão e só foi a três das 65 sessões em 1989, quando foi cassado.
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