Inovação Dois caminhões e dois ônibus vão rodar mais de 4.000 quilômetros para comparar desempenhos de combustível comercial e da alternativa da empresa Be8
Divulgação/Mercedes

A Mercedes-Benz, em parceria com a empresa Be8, testa uma nova solução de biocombustível sustentável que permite redução de 65% das emissões de carbono. Nomeado de Rota Sustentável COP 30, o projeto faz trajeto de mais de 4.000 quilômetros com quatro automóveis para comparar os desempenhos do diesel comercial B15 e do biodiesel chamado Be8 BeVant. Os resultados serão apresentados entre 10 e 21 de novembro, na Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, em Belém, no Pará.
“Um caminhão e um ônibus estão com o B15. Outro caminhão e outro ônibus rodam com biocombustível produzido pela Be8. O projeto passará por nove estados brasileiros. As informações preliminares, no trecho até o Grande ABC, apontaram redução de 65% das emissões do poço à roda (desde a fabricação à queima do combustível). O BeVant deixará de emitir 512 toneladas se rodar 700 mil quilômetros”, explica o diretor de Comunicação e Relações Institucionais da Mercedes-Benz do Brasil, Luiz Carlos Moraes.
Os veículos saíram de Ponto Grossa (RS) na terça-feira (21) e chegaram um dia depois na planta da Mercedes-Benz em São Bernardo. Agora, seguem para Brasília, onde a solução será apresentada ao presidente Lula e ministros em 30 de outubro. Por fim, desembarcam na capital paraense em 4 de novembro.
“Essa viagem é uma forma do mundo conhecer o potencial do Brasil no setor do biocombustível. O BeVant é usado 100% puro e pode ser produzido com óleo vegetal, como soja, algodão, girassol; gorduras animais, como óleo de frango; ou óleos recicláveis. O valor estimado dessa opção deve ser 10% a mais que o diesel. Hoje, o HV0 (Óleo Vegetal Hidrotratado), por ser importado, custa o dobro do diesel”, detalha o presidente da Be8, Erasmo Carlos Battistella.
No ciclo do tanque à roda, ou seja, da queima do combustível desde o momento que é abastecido, a redução dos gases de efeito estufa foi de 99%.
Os dados sobre as emissões dos quatro veículos estão sob responsabilidade do Instituto Mauá de Tecnologia. A metodologia tem como bases o RenovaBio, política nacional brasileira para biocombustíveis, e o ISCC (Certificação Internacional de Sustentabilidade e Carbono), que avalia biomassa e bioenergia.
“As comparações do novo produto são feitas com um combustível que já apresenta 15% de biodiesel. Os resultados estão favoráveis. O Grande ABC é o berço da indústria automobilística. Entendemos desde os problemas até os caminhos de inovação. Desenvolver um item com análise técnica é a chave para que as soluções se sustentem a longo prazo”, destaca o chefe da divisão de veículos e motores do Instituto Mauá de Tecnologia, Renato Romio.
Os automóveis levam 1.680 cestas básicas (20 toneladas), que serão doadas para comunidades em situação de vulnerabilidade do Estado do Pará.
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