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Empreendedorismo cresce entre beneficiários do CadÚnico

Os dados foram apresentados na terça-feira (21), durante audiência com o ministro Wellington Dias e o presidente do Sebrae Nacional, Décio Lima

23/10/2025 | 09:04
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FOTO: Roberta Aline / MDS Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O incentivo ao empreendedorismo está mudando o perfil dos beneficiários de programas sociais no país. Um levantamento do Sebrae, em parceria com o MDS (Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome), revela que 2,5 milhões de inscritos no CadÚnico (Cadastro Único) decidiram abrir o próprio negócio e se tornaram microempreendedores individuais (MEIs) após ingressarem na plataforma.

Os dados foram apresentados na terça-feira (21), durante audiência com o ministro Wellington Dias e o presidente do Sebrae Nacional, Décio Lima. O estudo mostra que 55% dos MEIs cadastrados no CadÚnico começaram a empreender depois da inscrição, refletindo o impacto direto das políticas de inclusão produtiva e formalização.

“Esse estudo mostra a verdade: primeiro, a mudança trazida pelo novo Bolsa Família; segundo, desmente o mito de que abrir um CNPJ faz perder o benefício. São 4,6 milhões de pessoas do Cadastro Único que já se formalizaram, viraram empreendedores e continuam no cadastro”, destacou o ministro Wellington Dias.

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A chamada Regra de Proteção do Bolsa Família permite que famílias que melhoram de renda permaneçam temporariamente no programa, garantindo uma transição segura enquanto consolidam a nova fonte de sustento.

Apoio técnico amplia sucesso dos novos empreendedores

O estudo do Sebrae mostra que, dos 95,3 milhões de brasileiros inscritos no CadÚnico, 4,6 milhões já são MEIs. Desse grupo, 34,1% receberam algum tipo de atendimento do Sebrae entre janeiro de 2020 e julho de 2025 — e o resultado é expressivo: os que foram acompanhados apresentam 78,9% de empresas ativas, contra 61,5% entre os que não receberam suporte.

“Ainda temos muito a crescer com essa parceria. Enquanto o MDS identifica e acompanha famílias em vulnerabilidade, o Sebrae oferece apoio técnico e estratégico. Juntos, criamos condições para transformar oportunidades em resultados concretos e sustentáveis”, afirmou o presidente do Sebrae, Décio Lima.

A maioria dos MEIs do CadÚnico atua no setor de serviços (53,1%), seguido por comércio (26,5%), indústria (10,1%), construção civil (9,7%) e agropecuária (0,5%). Entre eles, 41,7% ainda recebem o Bolsa Família e 6,4% o Benefício de Prestação Continuada (BPC). Os estados com maior percentual de empreendedores formais inscritos no Cadastro Único são Amazonas (56,3%), Acre (54,8%) e Piauí (54,6%).

Parceria fortalece inclusão e geração de renda

Firmado em 2023, o Acordo de Cooperação Técnica (ACT) entre o Sebrae e o MDS busca integrar esforços para promover a inclusão produtiva e fortalecer a autonomia financeira de famílias em situação de vulnerabilidade.

A parceria prevê o compartilhamento de dados do CadÚnico e do Programa Bolsa Família para o desenvolvimento de estudos, pesquisas e políticas públicas voltadas aos pequenos negócios — uma estratégia que vem consolidando o empreendedorismo como instrumento de transformação social e geração de renda sustentável em todo o país.




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