Nesta quarta-feira (22) Youtuber é investigado por suspeita de estupro de vulnerável
FOTO: André Henriques/DGABC

A delegada Maria Luiza Machado, do Dcav (Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima), da Polícia Civil do Rio de Janeiro, afirmou que o influenciador João Paulo Manoel, 45 anos, conhecido como Capitão Hunter, usava a influência sobre o público infantil para conquistar a confiança das vítimas e praticar os crimes pelos quais é investigado. O youtuber foi preso nesta quarta-feira (22) em Santo André, em ação conjunta das polícias civis de São Paulo e do Rio.
Segundo a autoridade policial, a investigação começou após a mãe de uma vítima procurar a delegacia especializada e apresentar provas reunidas pela própria família, incluindo vídeo-chamadas gravadas entre o suspeito e a adolescente. A menina também foi ouvida em depoimento especial, procedimento utilizado para ouvir crianças e adolescentes em casos de violência.
“O inquérito está respaldado nas conversas e nos vídeos apresentados pela mãe da vítima. Também solicitamos informações a empresas de tecnologia e telefonia para reforçar o conjunto de provas”, explicou Maria Luiza.
De acordo com ela, o influenciador se aproximava das vítimas oferecendo apoio em atividades ligadas ao universo dos jogos e das redes sociais, criando um vínculo de confiança e um “pacto de silêncio” que impedia as crianças de contar o que acontecia aos pais.
As investigações indicam que o suspeito mostrava suas partes íntimas durante as chamadas e pedia imagens das vítimas.
Durante o cumprimento dos mandados de busca, a polícia apreendeu celulares, HDs, pendrives e computadores, que serão periciados.
Maria Luiza também destacou a necessidade de supervisão constante por parte dos pais diante do uso das redes sociais por crianças e adolescentes.
É preciso saber o que acontece nesses dispositivos. As redes são um ambiente onde há muitas pessoas mal-intencionadas. Limitar horários e acompanhar o conteúdo acessado é essencial”, alertou.
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