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Sensores de sonolência em caminhões ganham impulso com novo PL; setor apoia adoção para salvar vidas nas rodovias

Proposta apresentada no fim de setembro prevê obrigatoriedade em veículos novos de carga; tecnologia com IA detecta fadiga, emite alertas e pode integrar a gestão de frotas

22/10/2025 | 14:50
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Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O avanço de dispositivos que identificam fadiga e sonolência ao volante ganhou novo fôlego com o projeto de lei apresentado no fim de setembro pelo deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE). A iniciativa do parlamentar propõe tornar obrigatórios, em caminhões novos com PBT acima de 3.500 kg, sensores capazes de reconhecer sinais de cansaço e emitir alertas em tempo real. Pelo texto, caberá ao Contran definir especificações técnicas e cronograma de implementação. O Sinaceg (Sindicato Nacional dos Cegonheiros) manifesta apoio à iniciativa por seu potencial de redução de acidentes nas estradas e proteção de motoristas e cargas.


“Tecnologia salva vidas. Sensores de fadiga e sonolência são aliados diretos da segurança viária, especialmente em rotas longas e operações noturnas. Defendemos a aprovação do PL e um cronograma técnico, com participação do setor, para que a adoção seja efetiva e padronizada pelo Contran”, afirma José Ronaldo Marques da Silva, o Boizinho, presidente do Sinaceg. “Essa medida precisa vir acompanhada de educação, fiscalização e infraestrutura de descanso, porque tecnologia nenhuma substitui o cumprimento da lei de jornada e pontos de parada dignos.”

Como funcionam os sensores de fadiga e sonolência

Os sistemas mais avançados combinam câmeras internas (Driver Status Monitor/DSM) e análises por inteligência artificial para identificar sinais como bocejos, pálpebras semicerradas, piscar prolongado, postura da cabeça e padrões de direção (ex.: zigue-zague, troca de faixa sem sinalização). Ao detectar risco, os sistemas emitem alertas sonoros/visuais no painel e podem notificar uma central de monitoramento para intervenção preventiva (contato com o motorista, orientação de pausa, ajuste de rota). Em integração com ADAS e telemetria, muitos dispositivos também reconhecem uso de celular, ausência de cinto e proximidade perigosa de outros veículos, aumentando a consciência situacional do condutor e a capacidade de gestão da frota.


“Nossa experiência regional mostra que, quando a empresa combina sensores de fadiga com treinamento contínuo e telemetria, os eventos de risco caem rapidamente”, diz Douglas Santos Silva, vice-presidente do Sinaceg. “O mercado já oferece soluções confiáveis, nacionais e internacionais, que conversam com as plataformas de gestão. O custo-benefício é claro: menos incidentes, menos paradas não programadas e mais proteção ao motorista.”

Benefícios para a segurança e para a gestão

A adoção dos sensores previne acidentes associados ao cansaço e à distração, aumenta a conscientização do motorista sobre seu estado físico e fortalece políticas de gestão de riscos nas transportadoras. Ao gerar dados objetivos de comportamento ao volante, os sistemas ajudam a direcionar treinamentos de direção defensiva, planejar pausas e rotas com pontos de descanso, e até apoiar a negociação de seguros e a redução de custos operacionais ligados a sinistros e manutenção.

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O que muda com o PL

A proposta uniformiza o padrão mínimo de segurança para caminhões novos, acelerando a disseminação de tecnologias que já são opcionais em alguns modelos e presentes em soluções de telemetria no País. Para o Sinaceg, a regulamentação pelo Contran deve estabelecer requisitos técnicos claros, etapas de implementação e diretrizes de integração com sistemas de bordo, além de considerar campanhas educativas e apoio à adaptação das frotas.


“Somos parceiros de medidas que elevem o patamar de segurança. Defendemos regras técnicas bem definidas e um cronograma realista, com prioridade para operações de maior risco”, acrescenta Douglas. “Isso dá previsibilidade às empresas e protege quem está na estrada todos os dias.”

“O Sinaceg se coloca à disposição para contribuir com evidências de campo e boas práticas”, conclui Boizinho. “Com tecnologia, planejamento de jornada e infraestrutura adequada, dá para reduzir drasticamente a ocorrência de acidentes por fadiga.”



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