Prevenção Proposta apresentada no fim de setembro prevê obrigatoriedade em veículos novos de carga; tecnologia com IA detecta fadiga, emite alertas e pode integrar a gestão de frotas
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O avanço de dispositivos que identificam fadiga e sonolência ao volante ganhou novo fôlego com o projeto de lei apresentado no fim de setembro pelo deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE). A iniciativa do parlamentar propõe tornar obrigatórios, em caminhões novos com PBT acima de 3.500 kg, sensores capazes de reconhecer sinais de cansaço e emitir alertas em tempo real. Pelo texto, caberá ao Contran definir especificações técnicas e cronograma de implementação. O Sinaceg (Sindicato Nacional dos Cegonheiros) manifesta apoio à iniciativa por seu potencial de redução de acidentes nas estradas e proteção de motoristas e cargas.
Os sistemas mais avançados combinam câmeras internas (Driver Status Monitor/DSM) e análises por inteligência artificial para identificar sinais como bocejos, pálpebras semicerradas, piscar prolongado, postura da cabeça e padrões de direção (ex.: zigue-zague, troca de faixa sem sinalização). Ao detectar risco, os sistemas emitem alertas sonoros/visuais no painel e podem notificar uma central de monitoramento para intervenção preventiva (contato com o motorista, orientação de pausa, ajuste de rota). Em integração com ADAS e telemetria, muitos dispositivos também reconhecem uso de celular, ausência de cinto e proximidade perigosa de outros veículos, aumentando a consciência situacional do condutor e a capacidade de gestão da frota.
A adoção dos sensores previne acidentes associados ao cansaço e à distração, aumenta a conscientização do motorista sobre seu estado físico e fortalece políticas de gestão de riscos nas transportadoras. Ao gerar dados objetivos de comportamento ao volante, os sistemas ajudam a direcionar treinamentos de direção defensiva, planejar pausas e rotas com pontos de descanso, e até apoiar a negociação de seguros e a redução de custos operacionais ligados a sinistros e manutenção.
A proposta uniformiza o padrão mínimo de segurança para caminhões novos, acelerando a disseminação de tecnologias que já são opcionais em alguns modelos e presentes em soluções de telemetria no País. Para o Sinaceg, a regulamentação pelo Contran deve estabelecer requisitos técnicos claros, etapas de implementação e diretrizes de integração com sistemas de bordo, além de considerar campanhas educativas e apoio à adaptação das frotas.
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