Petrobras Segundo Alckmin, a decisão do órgão é técnica, cumpre todos os requisitos ambientais e faz parte do processo de transição energética em curso no País
FOTO: Cadu Gomes/VPR

O presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) não precisava esperar a realização da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) para autorizar a perfuração exploratória de petróleo na Margem Equatorial, próxima à bacia da Foz do Amazonas. O evento vai acontecer no mês que vem, em Belém (PA). Segundo Alckmin, a decisão do órgão é técnica, cumpre todos os requisitos ambientais e faz parte do processo de transição energética em curso no País.
"O Ibama tomou todas as medidas, levou cinco anos, e todas as exigências foram cumpridas. A licença foi liberada apenas para verificar se é viável financeiramente. Esse processo de perfuração deve levar cerca de cinco meses", disse Alckmin, em entrevista à Record News exibida na noite desta terça-feira (21).
O presidente em exercício argumentou que o Brasil não pode abrir mão das reservas de petróleo antes de completar a transição para uma matriz energética mais limpa e que o pré-sal, por ter menor emissão, contribui para o processo.
"O Brasil poderia amanhã não ter mais reservas e ter que comprar petróleo. Não tem sentido. O pré-sal, que é mais limpo, vai ajudar na transição energética", afirmou.
Alckmin também destacou os avanços nas metas climáticas e nas energias renováveis, apontando que o País está no caminho para cumprir o desmatamento ilegal zero até 2030. "Já caiu mais de 50% o desmatamento, vai dar para cumprir. E até com recursos do Fundo do Clima vamos recompor matas."
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