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Polícia Civil apreende 12,6 mil garrafas de bebidas em distribuidora de Santo André

Operação encontrou produtos sem nota fiscal e em más condições de armazenamento

Gabriel Gadelha
Especial para o Diário
21/10/2025 | 22:45
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FOTO: Divulgação
FOTO: Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


A Polícia Civil apreendeu 12.631 garrafas de bebidas alcoólicas durante operação realizada nesta terça-feira (21) em uma distribuidora localizada na Rua Oratório, no Parque Novo Oratório, em Santo André. A ação foi coordenada pelo 5º Distrito Policial da cidade e contou com apoio da Secretaria da Fazenda do Estado e da Vigilância Sanitária municipal.


O cumprimento do mandado de busca e apreensão foi autorizado pela 4ª Vara Criminal de Santo André, após denúncia anônima informar que o galpão funcionava como distribuidora irregular de bebidas, sem identificação externa e com movimentação suspeita.


De acordo com informações da polícia, no local, os agentes encontraram diversas irregularidades fiscais e sanitárias, além de produtos sem comprovação de origem. Foram apreendidas empilhadeiras, caminhões, automóveis, notebooks, celulares e maquinetas de cartão, usados nas operações da empresa.

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Segundo o delegado Matheus Rezende, titular do 5º DP (Distrito Policial) de Santo André, as bebidas não apresentavam sinais de adulteração, mas estavam armazenadas em condições precárias e sem documentação fiscal.


 “Agora entramos na segunda fase da investigação. Já sabemos que as bebidas são autênticas, mas estavam em péssimas condições de armazenagem e sem nota de origem. Vamos analisar os celulares e notebooks apreendidos para rastrear de onde esses produtos vieram”, explicou Rezende.


O delegado afirmou que a empresa, identificada como Dynamic Importação e Exportação de Alimentos e Bebidas, operava no local há cerca de três meses. Antes da ação judicial, os responsáveis haviam impedido o acesso da polícia ao galpão, alegando falta de mandado.


A primeira etapa da investigação teve início a partir de uma denúncia feita ao Disque-Denúncia. No cumprimento do mandado, nove policiais civis participaram da operação, com o uso de cinco viaturas. Rezende informou que, além das bebidas sem nota, será investigado se o estoque poderia ser utilizado posteriormente em fraudes, com o envase de produtos de baixo custo em garrafas de marcas mais caras.

Durante o cumprimento do mandado, apenas uma funcionária administrativa e trabalhadores que faziam reforma estavam no galpão. Ninguém foi preso.





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