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Mauá mapeia 123 áreas de risco e define ações de prevenção

Plano de Redução de Riscos da cidade prevê obras estruturais para combater deslizamentos e alagamentos, com foco na segurança das famílias em locais vulneráveis

Gabriel Gadelha
Especial para o Diário
21/10/2025 | 15:05
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FOTO: André Henriques/DGABC
FOTO: André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O PMRR (Plano Municipal de Redução de Riscos) de Mauá identificou 123 setores classificados como áreas de risco, sendo 115 com necessidade de obras estruturais. O levantamento técnico estima custo total de R$ 205,9 milhões para custeio das intervenções, que incluem muros de contenção, drenagem, retaludamento e construção de escadas hidráulicas. O estudo foi apresentado como base para o planejamento das próximas ações de prevenção a deslizamentos e inundações na cidade.

Segundo o coordenador do PMRR e professor da UFABC (Universidade Federal do ABC), Christian Ricardo Ribeiro, que participou da elaboração e avaliação do plano, a atualização do mapeamento é essencial para que o município possa planejar investimentos com base em critérios técnicos e sociais.

“O PMRR é uma ferramenta que permite compreender onde estão os riscos, qual a gravidade de cada um e o que precisa ser feito para reduzir a vulnerabilidade das famílias. O estudo orienta desde a prioridade das obras até as ações de Defesa Civil e assistência social”, explica o especialista.

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O professor destaca ainda que os pontos mapeados são resultados de análise técnica detalhada, que considera fatores como topografia, ocupação do solo e histórico de ocorrências.

“Em Mauá, há uma grande concentração de áreas suscetíveis a escorregamentos e alagamentos em regiões de morro, o que exige obras estruturais combinadas com medidas não estruturais, como educação ambiental e reassentamento quando necessário”, completa Christian.

As medidas estruturais propostas no plano variam conforme o tipo de risco identificado. Em locais com possibilidade de deslizamento, estão previstas obras de contenção e retaludamento. Já nas áreas com risco de alagamento, as principais soluções indicadas são de drenagem e escadas hidráulicas. O documento também recomenda ações complementares, como melhoria do sistema de captação de águas pluviais e regularização fundiária.

O prefeito Marcelo Oliveira (PT) destacou que o estudo representa um avanço importante no planejamento urbano de Mauá e na segurança das famílias que vivem em áreas vulneráveis.

“Quando fui presidente do Consórcio Intermunicipal, trabalhamos para que as cidades do Grande ABC pudessem contar com esse tipo de mapeamento. Mauá foi a primeira a ser contemplada, e hoje temos informações técnicas e sociais muito mais robustas do que antes”, afirma.

Segundo o prefeito, os dados do plano servirão de base para integrar as ações das secretarias de Obras, Habitação, Planejamento e Assistência Social. O chefe do Executivo também cita obras em andamento com apoio do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), no programa do governo federal Periferia Viva, voltadas à mitigação de riscos no Jardim Zaíra.

“Já estamos realizando intervenções importantes, como a construção de escadas hidráulicas entre as ruas Júlio Antônio Condé e Silva Namen, onde foram registrados deslizamentos. Também estamos trabalhando na regularização fundiária e na entrega de títulos de propriedade para famílias que vivem em áreas já urbanizadas”, disse.

Marcelo Oliveira destaca que a Prefeitura pretende utilizar o diagnóstico atualizado para captar novos recursos junto aos governos federal e estadual.  “Vamos reunir as secretarias envolvidas, preparar projetos e apresentá-los tanto ao governador quanto ao presidente Lula, buscando encaixá-los em programas habitacionais e de infraestrutura. O objetivo é levar mais segurança e qualidade de vida à população”, declara.





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