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Segundo o novo relatório da Entertainment Software Association (ESA), as mulheres agora representam 48% dos gamers no mundo todo. Intitulado Global Power of Play, o documento contou com mais de 24 mil entrevistados, de 21 países, e apresentou a evolução da demografia, hábitos e motivações dos jogadores em nível mundial.
A proporção de jogadoras no universo dos games foi o grande marco da pesquisa. Em 10 países, as mulheres superaram os homens e, em outros dois, a divisão foi perfeitamente equilibrada. Países como Brasil (57% mulheres para 43% homens) e África do Sul (58% mulheres para 41% homens) se destacam como exemplos claros de como os jogos eletrônicos não são mais um espaço dominado por homens.
Outra descoberta interessante do relatório é a predominância dos jogos para dispositivos móveis. Graças à sua acessibilidade e variedade, eles são a plataforma preferida de 55% de todos os jogadores. Essa cifra é ainda maior para as mulheres, tendo 64% delas eleito o celular como sua principal forma de jogar.
O segundo lugar é dividido entre computadores e consoles, cada um conquistando o coração de 21% dos entrevistados. Os custos mais elevados dessas plataformas são, muito provavelmente, um dos motivos por que seu público é ligeiramente menor.
Mais do que entretenimento
Além da demografia, o documento investigou também por que as pessoas jogam. O principal motivo apontado não surpreende: diversão, citado por 66% dos entrevistados. No entanto, muitos jogadores também afirmaram recorrer aos games para aliviar o estresse (58%) e estimular a mente (45%).
Se antes videogames eram vistos como “perda de tempo”, atualmente muitos jogadores reconhecem a prática de jogar como uma fonte de desenvolvimento de habilidades importantes, como criatividade (77%), resolução de problemas (76%) e trabalho em equipe (74%).
Quase metade dos jogadores também relatou que os games beneficiaram diretamente sua educação ou carreira, seja aprimorando aptidões técnicas ou melhorando habilidades comportamentais. Isso reforça a ideia de que a influência dos jogos vai muito além do entretenimento, podendo moldar o aprendizado moderno e o desenvolvimento profissional.
Uma questão de segurança
Mas nem tudo são flores no mundo dos games. À medida que as comunidades de jogos online se expandem, também aumentam as preocupações com segurança e privacidade. Ameaças cibernéticas, como tentativas de phishing, doxxing e violações de dados, são frequentes na vida dos jogadores.
Entre as estratégias recomendadas para mitigar esses riscos, especialistas destacam o uso de ferramentas de segurança, como as redes virtuais privadas (VPN) e os programas antimalware. Uma VPN brasileira ajuda a criptografar a conexão à internet dos jogadores, protegendo seus dados contra ataques de hackers. Já um antimalware desempenha o papel de defender os usuários contra downloads e arquivos maliciosos.
Além disso, medidas simples, como manter uma postura cética diante de ofertas de jogos boas demais para ser verdade ou de links suspeitos recebidos por e-mails e mensagens de texto, são fundamentais para reduzir os perigos enfrentados.
Especialmente com a democratização dos jogos online, essas pequenas providências se mostram centrais no combate ao comprometimento de contas, vazamento de dados e demais infortúnios atrelados às fraudes na internet.
O relatório, por fim, põe fim a vários mitos recorrentes sobre o mundo dos games. Com quase metade dos jogadores do mundo agora sendo mulheres e uma crescente valorização das vantagens mentais e sociais dos games, o futuro deles parece mais promissor e inclusivo do que nunca.
O relatório Global Power of Play não apresenta apenas números: ele reflete uma mudança cultural em que os jogos pertencem a todos, independentemente de gênero, idade ou origem. Nas palavras do presidente da ESA, Stanley Pierre-Louis, “bilhões de pessoas ao redor do mundo jogam videogames e, embora eles joguem títulos diferentes, em dispositivos diferentes, todos podem experimentar seus benefícios porque jogar é algo positivo”.
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