Setecidades Titulo Artigo

Bullying nas escolas: é hora de agir

Lucelmo Lacerda
20/10/2025 | 09:03
Compartilhar notícia
FOTO: La Fabbrica Dei Sogni/Unsplash
FOTO:  La Fabbrica Dei Sogni/Unsplash Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Hoje é Dia Mundial de Combate ao Bullying. O bullying escolar é um problema sério com impactos profundos e duradouros na vida dos estudantes. Sofrer esse tipo de violência na infância e adolescência aumenta significativamente a probabilidade de desenvolver depressão, ansiedade e baixa autoestima, além de comprometer o rendimento acadêmico e o futuro profissional. Os efeitos podem se prolongar até a vida adulta, interferindo na construção de relacionamentos saudáveis e na inserção no mercado de trabalho.

Para enfrentar essas situações, é fundamental que toda a comunidade escolar compreenda claramente o que caracteriza o bullying, facilitando sua identificação e permitindo a adoção de medidas adequadas. Isso inclui reconhecer tanto manifestações físicas e verbais quanto formas mais sutis, como exclusão social, comentários depreciativos e cyberbullying.

Os alunos devem ter canais seguros para reportar os casos, seja por meio de professores, coordenadores ou da direção, garantindo que as denúncias sejam tratadas com eficiência, proteção e sigilo. A escola deve estimular a cultura do diálogo, da empatia e do respeito entre estudantes, promovendo campanhas educativas, rodas de conversa e atividades que reforcem valores de cooperação e solidariedade.

DGABC

É igualmente importante estabelecer uma hierarquia de consequências, já que o bullying pode se manifestar de diferentes formas, de comentários isolados a casos graves de preconceito, cyberbullying ou violência física. Cada situação requer respostas proporcionais, justas e educativas, que orientem os agressores sobre a gravidade de suas atitudes, ao mesmo tempo em que oferecem suporte às vítimas.

O engajamento familiar tem papel crucial nesse processo. As escolas devem promover a participação ativa dos pais na educação sobre valores e respeito, além de dialogar com as famílias sobre comportamentos prejudiciais, oferecendo orientações sobre como identificar sinais de bullying e apoiar os filhos quando necessário.

Nesse contexto, a Lei 14.811/2024, que criminaliza o bullying e o cyberbullying no Brasil, reforça a necessidade de responsabilidade coletiva e compromisso de todos no enfrentamento do problema, garantindo que medidas preventivas e punitivas sejam efetivas.

Combater o bullying exige mais do que ações isoladas: demanda esforço conjunto entre escolas, famílias e políticas públicas eficazes. Apenas assim é possível construir ambientes escolares verdadeiramente seguros, inclusivos e capazes de promover o desenvolvimento saudável e integral de todas as crianças e adolescentes.

Lucelmo Lacerda é doutor em Educação e autor do livro “Crítica à pseudociência em educação especial”.




Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.


;