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Cresce em 25,4% número de trabalhadores por aplicativos

IBGE aponta que total foi de 1,3 milhão em 2022 para 1,7 milhão de pessoas em 2024

18/10/2025 | 12:57
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Rovena Rosa/Agência Brasil
Rovena Rosa/Agência Brasil Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O Brasil registrou, no 3º trimestre do ano passado, 1,7 milhão de pessoas que trabalhavam por meio de plataformas digitais e aplicativos de serviços. O número inclui plataformas de transporte de pessoas, de entrega de comida e produtos e de prestação de serviços gerais ou profissionais, o equivalente a 1,9% da população ocupada no setor privado. Em relação a 2022, quando havia 1,3 milhão pessoas nessas ocupações, houve crescimento de mais 335 mil pessoas (25,4%).

Os dados foram divulgados ontem pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). No recorte por tipo de aplicativo, 58,3% (964 mil) exerciam o trabalho principal é transporte de passageiros, sendo 53,1% (878 mil pessoas) em transporte particular de passageiros excluindo os de táxi e 13,8% (228 mil) em aplicativos voltados para taxistas. 

Já 29,3% (485 mil) eram trabalhadores de aplicativos de entrega de comida, produtos etc., enquanto os trabalhadores de aplicativos de prestação de serviços gerais ou profissionais somavam 17,8% (294 mil).

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Entre 2022 e 2024, observou-se crescimento do total pessoas que exerciam o trabalho por meio de todos os tipos de aplicativos pesquisados, mas o destaque foi para as plataformas de prestação de serviços gerais ou profissionais, cuja expansão foi de 52,1% (de 193 mil para 294 mil pessoas). 

A região Sudeste concentrou mais da metade dos plataformizados do Brasil: 53,7%. Por tipo de aplicativo, o Nordeste teve a maior proporção de trabalhadores por aplicativos de transporte particular de passageiros (excluindo os de táxi): 69,4% do total de plataformizados da região. 

A região Norte apresentou a menor proporção de pessoas que trabalhavam com aplicativos de serviços gerais ou profissionais (8,3%), enquanto as maiores participações foram registradas nas regiões Sul (23,2%) e Sudeste (20,4%).

Os dados mostram que 86,1% dos plataformizados eram trabalhadores por conta própria e 6,1% eram empregadores. Entre os grupamentos de atividade, 72,5% dos plataformizados atuavam em Transporte, armazenagem e correio, refletindo o fato de que os aplicativos de transporte de passageiros e de serviços de entrega eram os mais difundidos no País.

As pessoas que trabalhavam por meio de aplicativo em 2024 tiveram rendimento médio mensal de R$ 2.996. O número é 4,2% maior que a renda de quem não atuavam por meio de plataformas (R$ 2.875). Em 2022, a remuneração dos trabalhadores por plataformas superava a dos demais ocupados em 9,4%. 




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