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Câncer de mama: prevenir faz diferença

Gilberto Ururahy
17/10/2025 | 09:12
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FOTO: Angiola Harry/Unsplash
FOTO: Angiola Harry/Unsplash Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


 O câncer de mama é o tipo de tumor mais comum entre as mulheres e um dos que mais mobilizam esforços globais. Segundo o INCA (Instituto Nacional de Câncer), são estimados mais de 73 mil novos casos por ano no Brasil. Apesar da gravidade, há uma boa notícia: um em cada três pode ser curado quando o diagnóstico é feito precocemente. Essa estatística reforça a importância da informação, do rastreamento e das escolhas de vida na prevenção.

A ciência mostra que o câncer de mama não é determinado apenas por fatores genéticos. O World Cancer Research Fund aponta que até 30% dos casos poderiam ser evitados com hábitos saudáveis – alimentação equilibrada, controle de peso, prática de atividade física e moderação no consumo de álcool. O The Lancet Oncology associa obesidade e sobrepeso a 20% do risco de desenvolver o câncer após a menopausa. Já o National Cancer Institute indica que cada dose diária de álcool eleva esse risco em cerca de 7%.

A tecnologia também tem sido decisiva na detecção precoce. A mamografia digital é o padrão de rastreamento e permite identificar alterações milimétricas. Em mulheres com mamas densas, o ultrassom é um exame complementar essencial. Já a ressonância magnética é indicada para grupos de alto risco. O Dense Trial, publicado no New England Journal of Medicine, mostrou que o uso da ressonância reduziu em até 50% os casos não detectados em exames de rotina.

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Esses avanços somente têm efeito real quando aliados à conscientização. Porém, muitas mulheres ainda não realizam a mamografia na idade recomendada, seja por falta de informação, tempo ou medo. E essa lacuna, infelizmente, custa vidas. O rastreamento regular é o divisor de águas entre o tratamento precoce e o diagnóstico tardio.

A mensagem é simples, mas essencial: a prevenção é investimento em si mesma. Fazer o exame certo, na hora certa, manter o peso adequado, praticar atividade física e evitar o excesso de álcool são atitudes que protegem o corpo e também fortalecem a mente. A medicina preventiva não se resume a detectar doenças, mas a criar condições para que a saúde floresça antes que o problema apareça.

O Outubro Rosa lembra que o cuidado não deve ser sazonal. Informação, tecnologia e escolhas conscientes são as verdadeiras ferramentas de prevenção e podem transformar estatísticas em histórias de vida.


Gilberto Ururahy é diretor-médico especializado em medicina preventiva na Med-Rio Check-up e membro honorário da Academia Brasileira de Medicina de Reabilitação.




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