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Sarrubbo discute crime organizado e câmeras corporais na USCS

Presença do secretário nacional de Segurança Pública em debate integra iniciativa da universidade após o assassinato do professor Mario Longato

Gabriel Gadelha
Especial para o Diário
17/10/2025 | 09:04
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FOTO: Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O secretário nacional de Segurança Pública, Mário Luiz Sarrubbo, participou na noite desta quinta-feira (16) de um encontro na USCS (Universidade Municipal de São Caetano) para debater os desafios da segurança pública no combate ao crime organizado. O evento reuniu autoridades dos poderes municipal, estadual e federal, além de professores e estudantes da instituição.

Durante sua fala, Sarrubbo defendeu o uso de câmeras corporais por agentes de segurança. Segundo ele, estudos demonstram que os equipamentos reduzem a letalidade policial e auxiliam na proteção dos próprios agentes. “As pesquisas mostram que os equipamentos aumentam prisões e apreensões, reduzem mortes de policiais e a letalidade das ações. Além disso, as imagens qualificam as provas no processo penal ao registrarem com precisão o que ocorreu nas abordagens”, afirmou.

A visita integra uma série de ações promovidas pela universidade após a morte do professor e pesquisador Mario Eugênio Longato, 63 anos, assassinado durante um assalto na divisa entre São Caetano e a Capital, em 5 de setembro. Na quarta-feira (15), Longato foi homenageado com a nomeação do novo Laboratório de Cibersegurança da USCS, projeto que contou com sua colaboração.

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Sarrubbo elogiou a iniciativa da USCS e lamentou a morte do professor. “Quando ocorre um crime como esse, a sensação de insegurança aumenta e a confiança nas instituições é abalada. Mas é justamente nesses momentos que devemos reforçar a integração entre as forças de segurança e as políticas públicas”, disse.

Estiveram presentes no encontro o secretário-executivo de Segurança Pública da Capital, Osvaldo Nico Gonçalves; o secretário de Segurança Urbana de São Paulo, Orlando Morando (sem partido); o deputado estadual Thiago Auricchio (PL); o secretário de Segurança de São Caetano, Lourival dos Santos Silva e o desembargador aposentado José Roberto Neves Amorim.

Na abertura do evento, o reitor da USCS, Leandro Prearo, destacou a importância do diálogo entre educação e segurança pública. “Vivemos um tempo em que a busca pelo conhecimento e a luta por segurança caminham lado a lado na definição de uma sociedade mais justa e desenvolvida. O professor Longato foi vítima da violência que ainda atinge as nossas fronteiras urbanas, mas sua perda não nos paralisou. Ao contrário, reforçou nossa responsabilidade de debater o tema com profundidade”, afirmou.

Apesar da percepção de insegurança, Sarrubbo afirmou que os indicadores nacionais mostram avanços. “Vivemos um momento positivo na segurança pública brasileira. As operações integradas entre estados, Polícia Federal e Ministério da Justiça têm se tornado mais frequentes, com uso de inteligência, tecnologia e estratégia”, disse.

O secretário também detalhou o papel da Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública) no Susp (Sistema Único de Segurança Pública). De acordo com ele, a Senasp atua na articulação de políticas e no financiamento de ações integradas em estados e municípios. “Nosso objetivo é construir políticas públicas que fortaleçam o sistema e melhorem a vida da população. Segurança pública vai além da polícia, envolve urbanismo, iluminação, guarda municipal e políticas sociais”, explicou.

Para Sarrubbo, o combate ao crime organizado exige cooperação entre as esferas de governo. “O crime não respeita fronteiras. O Estado precisa estar mais organizado do que ele. Para isso, precisamos de legislação moderna, forças estruturadas, tecnologia e financiamento contínuo”, concluiu.

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