Recursos Prefeitura estima receita de R$ 7,586 bilhões em 2026, aumento de 12,82% sobre o orçamento de R$ 6,723 bilhões previstos neste ano
Celso Luiz/DGABC

O governo do prefeito de São Bernardo, Marcelo Lima (Podemos), terá em mãos o maior orçamento da história da cidade no próximo ano, calculado em R$ 7,586 bilhões, conforme números apresentados na LOA (Lei Orçamentária Anual) entregue à Câmara nesta semana. O montante supera em 12,82% os R$ 6,723 bilhões previstos para 2025. Secretarias como Educação e Saúde alcançam patamares de aproximadamente R$ 1,5 bilhão cada, superiores às finanças anuais de uma cidade inteira, como Ribeirão Pires.
Com a nova previsão orçamentária, São Bernardo volta a apresentar uma tendência na evolução da receita pública, visto que os valores estipulados no atual exercício são inferiores aos R$ 7,008 bilhões em 2024. A proposta chegou ao Legislativo na última quarta-feira e precisa ser votada antes do fim do ano. Também está sob apreciação dos vereadores o PPA (Plano Plurianual), instrumento de planejamento governamental para o próximo quadriênio, com audiência pública no Parlamento marcada para segunda-feira.
Em seu primeiro ano como prefeito, Marcelo Lima trabalha com planejamento financeiro montado pelo antecessor Orlando Morando (sem partido), motivo de queixa do podemista, somado a passivos herdados, como R$ 126,5 milhões em valores não pagos até dezembro de 2024 expostos pela Secretaria da Fazenda. Tal cenário foi apontado muitas vezes como justificativa para a dificuldade de colocar em prática as diretrizes do plano de governo apresentado na última eleição municipal, na qual elegeu o atual chefe do Executivo.
Como é de praxe nos últimos anos, a Educação seguirá com a maior fatia orçamentária prevista na LOA, com R$ 1,516 bilhão em receitas para a função. Entre as metas educacionais presentes no plano de governo do prefeito, estão oferecer creches noturnas; implementar aulas de língua Inglesa em todas as 175 escolas municipais; ampliar o ensino integral, entre outras. Quanto às propostas entregues, está a Faculdade Municipal gratuita. Neste exercício, o setor tem valores projetados de R$ 1,374 bilhão.
Na Saúde, o salto da atual para a próxima planilha financeira é de R$ 1,371 bilhão a R$ 1,501 bilhão por função. No segmento, Marcelo Lima propôs aos eleitores a criação do Cartão Saúde SBC; do prontuário eletrônico digital, informatizando o histórico dos pacientes e permitindo o agendamento de consultas e exames por telefone ou internet; aplicativo para acesso a dados e agendamento de consultas; e o primeiro Hospital Infantil Municipal. Neste ano, o podemista cumpriu com o funcionamento do Hospital de Urgências por 24 horas.
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No Transporte, o Paço propõe investimento de R$ 808,1 milhões, setor que também conta com uma das promessas do chefe do Executivo durante o pleito eleitoral: a tarifa zero nas passagens de ônibus municipais aos domingos. Em seguida, a área de Urbanismo tem projetados R$ 725,9 milhões, seguida de áreas da Administração (R$ 473,7 milhões), Habitação (R$ 250,2 milhões), Segurança Pública (R$ 131,2 milhões), Assistência Social (R$ 83 milhões), Trabalho (R$ 79,6 milhões), e Esporte e Lazer (R$ 58,7 milhões).
Em nota, a Prefeitura de São Bernardo afirmou que a LOA está alinhada ao plano de governo, além de contemplar outras iniciativas, com ênfase na Saúde, Educação, Mobilidade e Segurança Pública.
Pela cidade, segmentos como Educação, Saúde, Transporte e Urbanismo contam com projeções de despesas superiores, e com folga, às finanças de muitas cidades, como Ribeirão Pires, por exemplo, que estima R$ 579 milhões para 2025. Em Rio Grande da Serra, o orçamento geral é de R$ 192,1 milhões.
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