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Moradores de Diadema temem novos buracos em obras da Sabesp

Asfaltos nas intervenções cedem rapidamente, abrem crateras e causam vazamento de esgoto

15/10/2025 | 09:01
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FOTO: Denis Maciel/DGABC
FOTO: Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


 Moradores de Diadema reclamam das frequentes intervenções da Sabesp (Companhia de Saneamento do Estado de São Paulo) que, mesmo quando são concluídas, continuam gerando transtornos. Em poucos dias, a pavimentação que fecha os reparos cede e cria buracos e crateras, além de vazamento de esgoto. 

A obra da vez é na Avenida Paranapanema, onde a tubulação está sendo substituída. Iniciada há cerca de duas semanas, logo no início causou problemas aos usuários da via. O asfalto, colocado no cruzamento com a Avenida Brasília, afundou com o peso dos veículo. 

“Eles fizeram a obra e fecharam, mas logo um buraco se formou, causando transtorno no trânsito, pois os carros precisavam desviar. Tinha uma tampa de bueiro lá e ficou vazando”, conta a vendedora Maria Aparecida Batista, 50 anos, que trabalha próximo ao local do incidente. 

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O encanador e líder comunitário Cosmo Maciel, 56, relata que, além do congestionamento e risco de acidentes, o vazamento do esgoto deixou um cheiro forte. A situação durou, de acordo com o morador, cerca de 10 dias e há uma semana o recapeamento foi refeito. Porém, está cedendo novamente. 

“Colocamos uma sinalização porque passa muito motoqueiro aqui para evitar quedas. Isso acabou chamando a atenção e vieram arrumar, mas está afundando. Logo mais, vai ter uma cratera como antes. Era um buraco enorme e ficaram dias com água podre, com fezes saindo para todo lado”, lembra Maciel.

O mecânico Joaquim Arcanjo de Paula, 59, diz que quando vê o caminhão e os trabalhadores da Sabesp já teme pelo que vai ocorrer. “A gente vê o carro deles e sabe que vai ter um próximo buraco na rua.”

Ele relata que nas proximidades, na Rua Jacuí, a situação durou quatro anos. “O asfalto afundou e os carros estacionados ficavam em um nível abaixo. Nascia até mato nos buracos”, descreve.

O líder comunitário Cosmo Maciel reclama ainda que o asfalto durante esses anos chegou a ser refeito, mas durava pouco tempo. 

“A Sabesp vem, cava o buraco, destrói o asfalto, fecha de qualquer maneira e daqui a uns três meses afunda tudo de novo porque o acabamento é mal feito. Fiquei com medo porque deve vir mais uma obra que vai gerar novos buracos”, lamenta. 

Até o fechamento desta edição, a Sabesp não se manifestou sobre as ocorrências.

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