Reclamação Asfaltos nas intervenções cedem rapidamente, abrem crateras e causam vazamento de esgoto
FOTO: Denis Maciel/DGABC

Moradores de Diadema reclamam das frequentes intervenções da Sabesp (Companhia de Saneamento do Estado de São Paulo) que, mesmo quando são concluídas, continuam gerando transtornos. Em poucos dias, a pavimentação que fecha os reparos cede e cria buracos e crateras, além de vazamento de esgoto.
A obra da vez é na Avenida Paranapanema, onde a tubulação está sendo substituída. Iniciada há cerca de duas semanas, logo no início causou problemas aos usuários da via. O asfalto, colocado no cruzamento com a Avenida Brasília, afundou com o peso dos veículo.
“Eles fizeram a obra e fecharam, mas logo um buraco se formou, causando transtorno no trânsito, pois os carros precisavam desviar. Tinha uma tampa de bueiro lá e ficou vazando”, conta a vendedora Maria Aparecida Batista, 50 anos, que trabalha próximo ao local do incidente.
O encanador e líder comunitário Cosmo Maciel, 56, relata que, além do congestionamento e risco de acidentes, o vazamento do esgoto deixou um cheiro forte. A situação durou, de acordo com o morador, cerca de 10 dias e há uma semana o recapeamento foi refeito. Porém, está cedendo novamente.
“Colocamos uma sinalização porque passa muito motoqueiro aqui para evitar quedas. Isso acabou chamando a atenção e vieram arrumar, mas está afundando. Logo mais, vai ter uma cratera como antes. Era um buraco enorme e ficaram dias com água podre, com fezes saindo para todo lado”, lembra Maciel.
O mecânico Joaquim Arcanjo de Paula, 59, diz que quando vê o caminhão e os trabalhadores da Sabesp já teme pelo que vai ocorrer. “A gente vê o carro deles e sabe que vai ter um próximo buraco na rua.”
Ele relata que nas proximidades, na Rua Jacuí, a situação durou quatro anos. “O asfalto afundou e os carros estacionados ficavam em um nível abaixo. Nascia até mato nos buracos”, descreve.
O líder comunitário Cosmo Maciel reclama ainda que o asfalto durante esses anos chegou a ser refeito, mas durava pouco tempo.
“A Sabesp vem, cava o buraco, destrói o asfalto, fecha de qualquer maneira e daqui a uns três meses afunda tudo de novo porque o acabamento é mal feito. Fiquei com medo porque deve vir mais uma obra que vai gerar novos buracos”, lamenta.
Até o fechamento desta edição, a Sabesp não se manifestou sobre as ocorrências.
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