Luto De acordo com o site TMZ, D’Angelo — nascido Michael Eugene Archer — lutava contra um câncer de pâncreas
FOTO: Reprodução

O cantor norte-americano D’Angelo, um dos grandes nomes do neo-soul e responsável por clássicos como Brown Sugar, morreu aos 51 anos em Nova York, nesta terça-feira (14). A informação foi confirmada pela revista People, que citou fontes próximas ao artista.
De acordo com o site TMZ, D’Angelo — nascido Michael Eugene Archer — lutava contra um câncer de pâncreas. Segundo uma fonte ouvida pela People, o músico “ficou sob cuidados paliativos por duas semanas, mas já estava internado há meses”.
Considerado uma das vozes mais marcantes da música negra contemporânea, D’Angelo foi um dos principais responsáveis por popularizar o neo-soul nos anos 1990, ao lado de nomes como Erykah Badu, Maxwell e Lauryn Hill. Seu álbum de estreia, Brown Sugar (1995), trouxe um novo frescor ao R&B, misturando sensualidade e espiritualidade com batidas influenciadas pelo hip-hop.
O segundo disco, Voodoo (2000), consolidou sua posição como um artista visionário e rendeu a ele o Grammy de Melhor Álbum de R&B. O clipe de “Untitled (How Does It Feel)” se tornou um ícone cultural da época. Após um longo período de reclusão, o cantor voltou aos holofotes com Black Messiah (2014), um trabalho politizado e denso que reafirmou sua relevância artística.
Com uma carreira marcada por perfeccionismo e intensidade, D’Angelo deixou uma obra cultuada por fãs e reverenciada por músicos de diferentes gerações. Sua morte encerra o capítulo de um artista que redefiniu o soul moderno e influenciou toda uma era.
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