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Zelenski vai a Washington nesta semana para se reunir com Trump

Uma reunião entre Zelenski e Trump pode ocorrer já na sexta-feira (17), disse o presidente ucraniano, acrescentando que também se reunirá com empresas de defesa e energia e membros do Congresso

14/10/2025 | 10:51
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O presidente da Ucrânia, Volodmir Zelenski, disse nesta segunda-feira (13), que viajará aos Estados Unidos esta semana para conversas sobre o potencial fornecimento de armas de longo alcance pelo país, um dia após o presidente americano, Donald Trump, alertar a Rússia de que pode enviar mísseis Tomahawk de longo alcance para Kiev.

Uma reunião entre Zelenski e Trump pode ocorrer já na sexta-feira (17), disse o presidente ucraniano, acrescentando que também se reunirá com empresas de defesa e energia e membros do Congresso.

"Os principais tópicos serão defesa aérea e nossas capacidades de longo alcance, para manter a pressão sobre a Rússia", disse Zelenski.

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O líder ucraniano falou durante uma reunião com a Alta Representante da União Europeia para Relações Exteriores, Kaja Kallas. Ele disse que também buscará mais assistência dos EUA para proteger as redes de eletricidade e gás da Ucrânia, que têm enfrentado bombardeios russos implacáveis.

A visita aos EUA ocorre após o que Zelenski descreveu como um telefonema "muito produtivo" com Trump no último domingo (12). Mais tarde, Trump alertou a Rússia de que poderia enviar mísseis Tomahawk de longo alcance à Ucrânia se Moscou não encerrasse a guerra em breve. Os mísseis permitiriam à Ucrânia atacar mais profundamente o território russo.

Moscou expressou "extrema preocupação" com o potencial fornecimento de mísseis de cruzeiro Tomahawk pelos EUA à Ucrânia. O próprio presidente russo, Vladimir Putin, já havia sugerido que o fornecimento de mísseis de longo alcance pelos EUA à Ucrânia prejudicaria seriamente as relações entre Moscou e Washington.

Zelenski se juntará a uma delegação ucraniana já nos EUA para conversas preliminares, liderada pela primeira-ministra, Yulia Svyrydenko.

A Rússia intensificou os ataques nas últimas semanas contra a infraestrutura de eletricidade e gás antes do inverno, em um esforço para paralisar a rede elétrica da Ucrânia antes das temperaturas congelantes e minar o moral da população. O Serviço de Emergência Estatal da Ucrânia informou que os piores ataques, na manhã de segunda-feira, usando drones e mísseis, ocorreram ao redor do porto de Odessa, no Mar Negro, e na região norte de Chernihiv, onde uma pessoa morreu.

Kaja Kallas, principal diplomata da UE, prometeu manter pressão sobre Moscou. Ela também expressou confiança de que as objeções lideradas pela Hungria a um novo pacote de sanções à Rússia serão superadas, mesmo que o processo se arraste além de uma reunião de líderes da UE na próxima semana.

"Em termos de financiamento, as necessidades são enormes. Precisamos ajudar a Ucrânia a se defender para que não tenhamos que gastar ainda mais para consertar a infraestrutura destruída", disse Kallas. "Somos 27 Estados-membros e 27 democracias, então os debates levam tempo. Tenho certeza de que, como antes, chegaremos a uma decisão."

*Com informações da Associated Press.

*Este conteúdo foi traduzido com o auxílio de ferramentas de Inteligência Artificial e revisado pela equipe editorial do Estadão. Saiba mais em nossa Política de IA.

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