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Nobel de Economia premia pesquisa sobre inovação e crescimento

Mokyr é da Northwestern University (EUA); Aghion, do College de France e da London School of Economics; e Howitt, da Brown University (EUA)

13/10/2025 | 10:30
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FOTO: Divulgação/NobelPrize Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Joel Mokyr, Philippe Aghion e Peter Howitt ganharam nesta segunda-feira (13), o Prêmio Nobel de Economia por "terem explicado o crescimento econômico impulsionado pela inovação". Mokyr é da Northwestern University (EUA); Aghion, do College de France e da London School of Economics; e Howitt, da Brown University (EUA).

Segundo a premiação, Mokyr identificou os "pré-requisitos para o crescimento sustentado por meio do progresso tecnológico". Já Aghion e Howitt desenvolveram a "teoria do crescimento sustentado por meio da destruição criativa".

O comitê do Nobel afirmou que Mokyr "demonstrou que, para que as inovações se sucedam em um processo autogerado, não precisamos apenas saber que algo funciona, mas também ter explicações científicas para o motivo".

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Aghion e Howitt também estudaram os mecanismos por trás do crescimento sustentado, inclusive em um artigo de 1992 no qual construíram um modelo matemático para o que é chamado de "destruição criativa": quando um produto novo e melhor entra no mercado, as empresas que vendem os produtos mais antigos saem perdendo.

"O trabalho dos laureados mostra que o crescimento econômico não pode ser dado como certo. Devemos manter os mecanismos que sustentam a destruição criativa, para não cairmos novamente na estagnação", disse Hassler, presidente do Comitê do Prêmio em Ciências Econômicas.

O prêmio do ano passado foi concedido a três economistas - Daron Acemoglu, Simon Johnson e James A. Robinson - que estudaram por que alguns países são ricos e outros pobres e documentaram que sociedades mais livres e abertas têm mais chances de prosperar.

O prêmio de economia é formalmente conhecido como Prêmio do Banco da Suécia em Ciências Econômicas em Memória de Alfred Nobel. O Banco Central o criou em 1968 como uma homenagem a Nobel, empresário e químico sueco do século 19 que inventou a dinamite e criou os cinco prêmios Nobel.

Desde então, ele foi concedido 56 vezes a um total de 96 laureados. Apenas três dos vencedores foram mulheres.

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Nobel da Economia

O prêmio não faz parte das áreas originais da premiação criada por Alfred Nobel em seu testamento: química, física, medicina, literatura e paz, que são entregues desde 1901. A premiação para economistas foi criada em 1968 pelo Banco Central da Suécia (o Sveriges Riksbank). A escolha dos contemplados, porém, também é feita pela Academia Sueca de Ciências, seguindo os mesmos princípios estabelecidos para o Nobel original.

Além da medalha e do diploma, cada laureado leva para casa uma quantia substancial em dinheiro: 11 milhões de coroas suecas (cerca de R$ 6,2 milhões).

A cerimônia de entrega dos prêmios está marcada para 10 de dezembro, como ocorre todos os anos, aniversário da morte de Alfred Nobel (1833-1896).

Esse é o último dos Prêmios Nobel atribuídos este ano. (Com informações da Associated Press).




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