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Até 2050, região vai deixar de ganhar 39.851 moradores e um terço da população será idosa

Cenário é reflexo da redução do número de nascimentos e aumento da expectativa de vida; em 25 anos, 30,5% dos habitantes terão mais de 60 anos

12/10/2025 | 07:01
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FOTO: Denis Maciel/DGABC
FOTO: Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


A população do Grande ABC vai diminuir de 2.735.540, em 2025, para 2.695.689, em 2050. Serão 39.851 a menos. Os moradores idosos, que atualmente representam 18% (490.921) do total de habitantes, vão aumentar para 30,5% (824.068) em 25 anos. Ou seja, proximadamente um terço das pessoas terá mais de 60 anos. Os dados e projeções são da Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados). 

Enquanto o número da população idosa cresce, a quantidade de jovens, de 0 a 14 anos, cai de 17,5% (480.014) para 13,6% (368.578). Serão 111.436 crianças e adolescentes a menos no Grande ABC, população infantil, que é celebrada neste domingo (12) e que passará a ser menor a cada ano. 

A base da pirâmide populacional começa a inverter, pois a taxa de natalidade diminui. Em 2000, nasceram 44.667 crianças nas sete cidades e, em 2024, foram 25.014 registros, queda de 44% em 24 anos. 

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Na contramão, a expectativa de vida subiu. “Algumas cidades apresentam essa tendência em menor ou maior ritmo, como São Caetano, que tem um nível de desenvolvimento maior, mas todas caminham para o mesmo resultado. Antes, a base era mais larga, e agora, cada vez mais, temos um topo crescendo”, destaca a demógrafa e analista de projetos da Fundação Seade, Lucia Yazaki. 

A especialista diz que o cenário traz desafios para a Previdência Social, mas é positivo, tendo em vista que a população está vivendo mais. 

A moradora de Santo André, Maria Augusta Latini Peloso, esbanja vitalidade aos 102 anos. “Moro sozinha e faço um pouco de tudo, acordo 7h, lavo roupa, passo pano na casa e gostaria de poder fazer mais”, diz. A centenária teve quatro filhos, enterrou dois deles e é viúva. Ela tem oito netos e oito bisnetos. 

Seu filho, Vicente Odenir Pellossi, 81, ressalta que, apesar de ativa, a mãe perdeu um pouco do equilíbrio e reflexo. “Até os 97 anos, ela cozinhava - todos os dias. Agora ficamos com medo dela se queimar”, explica o idoso, que se aposentou em 1994, mas não parou de trabalhar. “Tenho cantinas escolares. Somente hoje fritei 80 pastéis”, conta. 

Bastante ativa, Malvina Gonçalves Nunes Luiz, 79, moradora de Santo André, não abre mão de uma rotina movimentada. Aposentada, ela está sempre com a agenda cheia. “Gosto de caminhar todos os dias e, se puder, faço aulas de dança, ginástica, não fico parada. Adoro música, ouço de todos os estilos, desde a hora que acordo até a hora de dormir”, conta.

NATALIDADE

A queda da fecundidade vem acontecendo desde a década de 1980, de acordo com Lucia Yazaki, da Fundação Seade. “Com o aumento da escolaridade das mulheres que têm outros projetos de vida e estão adiando o casamento e a maternidade. Tem a questão econômica também que muda o comportamento reprodutivo dos casais. Sem contar os que decidem não ter filhos”, justifica.

Em 2000, entre as mulheres do Estado que eram mães, 20% tinham menos de 20 anos, 54% estavam na faixa de 20 a 29 anos, 24% entre 30 e 39 anos e 2% entre 40 e 49 anos.

Os dados de 2024 revelam uma mudança significativa nesse perfil: apenas 8% das mães têm menos de 20 anos, 48% estão entre 20 e 29 anos, 39% entre 30 e 39 anos e 5% entre 40 e 49 anos.

ÓBITOS

Enquanto nascem menos pessoas, o número de óbitos cresce, até pelo aumento da quantidade de idosos. 

Na região, de acordo com dados da Fundação Seade, morreram 8.941 de janeiro a junho de 2023, número que aumentou para 10.167 no mesmo período deste ano – alta de 13,7%. 




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