Acima da meta Os dados foram divulgados ontem pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística); O número de setembro é o maior desde março (0,56%)
FOTO: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Com influência da alta da conta de luz, a inflação oficial de setembro ficou em 0,48%, invertendo o comportamento de agosto, quando caiu 0,11%. Em 12 meses, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) acumula 5,17%, acima da meta do governo, que vai a 4,5% no máximo.
Os dados foram divulgados ontem pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O número de setembro é o maior desde março (0,56%).
O grupo habitação exerceu a maior pressão nos preços, subindo 2,97% – representando impacto de 0,45 ponto percentual (p.p.) no IPCA do mês. Dentro do grupo, o subitem energia elétrica residencial, que havia variado -4,21% em agosto, subiu 10,31% em setembro, registrando o maior impacto individual (0,41 p.p.) na inflação. Considerando apenas os meses de setembro, é a maior expansão da habitação desde 1995, quando subiu 4,51%.
A alta da conta de luz é explicada pela “devolução” do Bônus Itaipu, desconto na conta de agosto que beneficiou 80,8 milhões de consumidores. Em setembro, sem o bônus, a fatura fica mais alta na comparação com o mês anterior.
Além do fim do bônus, a conta de luz sofre influência da vigência da bandeira tarifária vermelha patamar 2, que adicionou R$ 7,87 na conta de luz a cada 100 Kwh consumidos.
A cobrança extra é determinada pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) para custear usinas termelétricas em tempos de baixa nos reservatórios das hidrelétricas. O adicional é necessário, pois a energia gerada pelas termelétricas é mais cara que a hidrelétrica.
LEIA TAMBÉM:
Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.