Em Brasília Por 251 a 193 votos, parlamentares tiraram texto da pauta de votações
FOTO: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados/Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

Sem o apoio da Câmara Federal, o governo do presidente Luiz Inácio Lula (PT) sofreu revés com o arquivamento da MP (Medida Provisória) da IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), considerada essencial pela equipe econômica e que resultaria na entrada de R$ 17 bilhões nos cofres em 2026.
Entre os 251 favoráveis pela retirada da proposta da pauta está o deputado federal Fernando Marangoni (União Brasil), de Santo André, enquanto que Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho (PT), de São Bernardo, foi um dos 193 parlamentares que votaram contrariamente. Já Alex Manente (Cidadania), de São Bernardo, não participou da votação.
“A Medida Provisória trazia a emissão de debêntures incentivada para obras de infraestrutura. Ou seja, isso não tem nada a ver com rico e pobre. Isso é tributação de investimento no setor de infraestrutura. E juros sobre capital próprio, também não há nada a ver com rico e com pobre. Novamente, é a tributação sobre investimento. O brasileiro não aguenta mais pagar imposto. Então, toda a medida do governo que venha aumentando carga tributária, o Parlamento tem barrado”, justificou Marangoni.
Procurado, Vicentinho não retornou à reportagem.
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