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Tarifas dos EUA derrubam exportações brasileiras em setembro, diz Amcham

Setembro marcou o mês mais crítico do ano: as exportações do Brasil para o mercado norte-americano caíram 20,3% em relação a 2024

09/10/2025 | 09:39
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FOTO: Agência Brasil Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


As barreiras impostas pelos Estados Unidos seguem pesando sobre os embarques brasileiros. Segundo o Monitor do Comércio Brasil–EUA, divulgado pela Amcham Brasil, setembro marcou o mês mais crítico do ano: as exportações do Brasil para o mercado norte-americano caíram 20,3% em relação a 2024.

O impacto é ainda mais forte entre os produtos com sobretaxa, que despencaram 25,7% no período. Enquanto isso, os itens livres de tarifas avançaram 12,3%, evidenciando o peso direto das medidas protecionistas. “Os dados reforçam o efeito das tarifas sobre a competitividade brasileira. Se nada mudar, a tendência é de retração ainda maior nos próximos meses”, afirma Abrão Neto, presidente da Amcham Brasil.

Entre janeiro e setembro, as exportações totais brasileiras aos EUA tiveram queda de 0,6%, enquanto as importações de produtos norte-americanos cresceram 11,8%, somando US$ 34,3 bilhões. O resultado ampliou o superávit dos EUA com o Brasil para US$ 5,1 bilhões — quatro vezes superior ao registrado no mesmo período de 2024.

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O avanço das importações foi puxado por medicamentos (+49,8%), óleos combustíveis (+46,6%), óleos brutos (+31,7%) e motores e máquinas não elétricos (+28,9%), setores que refletem a forte integração industrial entre os dois países. Já a indústria de transformação, que sustentou o crescimento exportador no ano passado, praticamente estagnou, com alta de apenas 0,4%, o menor ritmo em três anos.

Apesar de a corrente de comércio ter alcançado US$ 63,5 bilhões, o desempenho indica desaceleração e alerta para o risco de perda de competitividade do Brasil no maior mercado das Américas.

A Amcham Brasil defende a retomada de um diálogo econômico de alto nível entre os governos para restabelecer o equilíbrio das trocas. O telefonema recente entre Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, em 6 de outubro, foi visto como um passo importante para reabrir as negociações.

“O comércio Brasil–EUA é sustentado por uma ampla rede de empresas, investimentos e empregos. O diálogo entre os presidentes pode ser o início de uma solução negociada para devolver previsibilidade e confiança às relações bilaterais”, conclui Abrão Neto.




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