Palavra do leitor
FOTO: DGABC

“Câmara de S. Caetano adverte parlamentares por ‘dancinha’” (Política, dia 8). Câmara não é circo e o povo não é palhaço. Com certeza este tipo de atitude que eles escolheram não representa o povo. Acredito que estes vereadores sejam descartáveis na próxima eleição. Quanto ao presidente da Câmara, foi fraco na atitude. Lamentável!
Walmir Ciosani
São Bernardo
‘Migração nordestina foi crucial para o Grande ABC, explica historiadora’ (Setecidades, ontem). O Nordeste é composto por Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia. Não podemos deixar de prestar nossa gratidão e reconhecimento aos irmãos nascidos nos Estados que compõem o nosso amado Nordeste. O Brasil só é do tamanho que é por méritos, também, dos nordestinos. Encontraremos nordestinos em todas as áreas e atividades da Nação, assim como em todas as dimensões verde-amarelas.
Cecél Garcia
Santo André
Hoje, na política brasileira, a peça principal é o presidente do Senado, que faz vista grossa quando, constitucionalmente, é o único capaz de conter e incriminar a parcial flexibilização jurídica que, em nome da democracia, pratica atos antidemocráticos, inconstitucionais perseguições aos adversários e favorecimento aos amigos. A omissão do Senado quanto à condenação dos militares pela Alta Corte no golpe que não aconteceu é transgressão constitucional. Tratou-se de clara perseguição política. Houve desleixo do presidente do Senado ao não interferir. Legalmente pode anular as condenações, corrigir o erro e impor segurança jurídica.
Humberto Schuwartz Soares
Vila Velha (ES)
Ao celebrar a violência, quem deveria educar abandona a razão e trai o próprio princípio da educação: formar para a paz. Como é possível que o sindicato dos professores do Estado de São Paulo, a Apeoesp, celebre o sequestro, o estupro e as mortes de israelenses ocorridos em 7 de outubro de 2023? Aquelas pessoas estavam se divertindo, em uma festa, quando foram surpreendidas pelo grupo Hamas. Celebrar um massacre de civis inocentes é uma afronta à dignidade humana. Professores deveriam educar, inspirar e formar cidadãos conscientes – não doutrinar ou exaltar a violência. Não se promove a paz celebrando a barbárie. Faltam moral e compaixão a quem, em vez de ensinar o valor da vida, transforma o sofrimento humano em bandeira ideológica. A educação deveria ser o espaço do diálogo e do respeito, nunca da intolerância. Quando quem ensina perde o senso de humanidade, o que resta aos que aprendem? Talvez seja esse o retrato mais triste do nosso tempo: a falência da educação.
Izabel Avallone
Capital
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