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Maioria rejeita anistia e redução de penas do 8/1, diz Quaest

A desaprovação também alcança o projeto de lei (PL) da Dosimetria, que propõe reduzir as penas impostas aos condenados e conta com o envolvimento do ex-presidente Michel Temer (MDB)

08/10/2025 | 09:19
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FOTO: Reprodução/Agência Senado Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (8), mostra que a rejeição à anistia dos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro não apenas se mantém elevada, como aumentou em relação ao levantamento anterior. Segundo o instituto, 47% dos entrevistados são contra qualquer tipo de perdão, enquanto 35% defendem a anistia para todos os envolvidos - incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) - e 8% apoiam a medida apenas para os manifestantes.

A desaprovação também alcança o projeto de lei (PL) da Dosimetria, que propõe reduzir as penas impostas aos condenados e conta com o envolvimento do ex-presidente Michel Temer (MDB) e do deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) nas discussões. De acordo com a pesquisa, 52% dos entrevistados são contra a proposta, por considerarem que as punições foram justas, e 37% são a favor, alegando que as sentenças aplicadas foram excessivamente duras.

A maioria (63%) também se posicionou contra a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) da Blindagem, que limita a atuação do STF (Supremo Tribunal Federal) e do Ministério Público, dificultando a prisão de deputados e senadores. Apenas 22% declararam apoio à medida. A PEC foi aprovada pela Câmara dos Deputados, mas acabou "enterrada" pelo Senado no último dia 24, após forte reação pública. A rejeição mobilizou manifestações organizadas por movimentos sociais e artistas em diversas capitais.

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Essas mobilizações foram percebidas como um fator de fortalecimento político para o governo. Segundo a Genial/Quaest, 39% dos entrevistados avaliam que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) saiu mais forte após os protestos, enquanto 30% consideram que ele ficou mais fraco.

A pesquisa foi realizada entre os dias 2 e 5 de outubro, com base em 2.004 entrevistas presenciais com brasileiros com 16 anos ou mais. A margem de erro estimada é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

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