Bebidas adulteradas Governador havia dito que no dia em que começassem a falsificar Coca-Cola iria se preocupar
FOTO: Denis Maciel/DGABC

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta terça-feira (7) que errou, ontem, ao prestar contas das ações do governo no âmbito da crise do metanol e "fazer uma brincadeira para descontrair a coletiva, que foi muito mal interpretada".
Durante a agenda, o governador disse que iria se preocupar com o assunto no dia em que começassem a adulterar Coca-Cola. "No dia em que começarem a falsificar Coca-Cola, eu vou me preocupar. Ainda bem que ainda não chegaram nesse ponto", declarou Tarcísio na segunda-feira.
"De fato, (a brincadeira) não cabia naquele momento, em face da gravidade do que vem acontecendo e é por isso que peço perdão às famílias que sofrem por terem perdido entes queridos, aos comerciantes que estão vendo seus negócios sofrerem, aos que dão duro, ao povo, que quer uma ação firme do Estado. Não tenho compromisso com o erro. Nosso compromisso é com as pessoas. É resolver a crise e dar tranquilidade às famílias", afirmou.
O governador disse ainda que não é a primeira vez que vem a público pedir desculpas e não será a última. O republicano afirmou que está ciente de suas limitações e de suas falhas. "Sei que meu arrependimento não vai apagar o passado, mas ensina e vai nos ajudar na construção de um caminho que queremos. Estejam certos que vamos continuae dando o nosso melhor", complementou.
Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, o total de casos de intoxicação por metanol no Estado é de 176, sendo 158 em investigação e 18 confirmados. São 10 óbitos, sendo três confirmados e sete em investigação. Com relação aos casos descartados, o total é de 85. Conforme o Ministério da Saúde, o número de ocorrências do Estado de São Paulo representa mais de 82% do total do país.
No Grande ABC são 118 notificações de casos suspeitos, sendo um confirmado e dez descartados. Santo André registra 13 casos suspeitos; São Bernardo , 79 notificações, uma morte confirmada e dez suspeitas descartadas. Já São Caetano tem cinco casos suspeitos; Diadema,15; Mauá, cinco (segundo o Ministério da Saúde); e Ribeirão Pires, um. Rio Grande da Serra não registrou nenhuma ocorrência.
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