Em Santo André Vice-governador diz que republicano foca na reeleição em São Paulo, mas apoio de Bolsonaro mudaria cenário
Divulgação/Governo de SP

Vice-governador de São Paulo, Felicio Ramuth (PSD) mantém aberta a possibilidade do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) disputar a presidência da República em 2026, desde que haja anuência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Durante jantar, na noite de ontem, promovido pelo Lide (Grupo de Líderes Empresariais) Grande ABC, no restaurante Baby Beef Jardim, em Santo André, o número dois do Palácio dos Bandeirantes assegurou apoio do PSD ao republicano, caso mire o Palácio do Planalto.
Ao lado do presidente do Lide Grande ABC, Jarbas Marques, e da deputada estadual Ana Carolina Serra (Cidadania), Ramuth também não descartou disputar o governo paulista, caso Tarcísio volte seus olhares para Brasília no próximo ano. Neste cenário, o republicano precisaria renunciar ao cargo até abril de 2026, a fim de enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), nome praticamente certo à reeleição. Apesar disso, o vice-governador admitiu que enfrentar o líder petista não seria uma trilha fácil de percorrer.
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“Hoje, o governador está focado no Estado de São Paulo e é candidato à reeleição. Mas também não se pode ignorar a possibilidade do nosso ex-presidente Jair Bolsonaro dar uma missão a ele no futuro junto aos setores da sociedade civil. Não seria uma eleição fácil, e sim muito disputada, seja qual for o candidato da direita, mesmo que acredite na vitória no fim. Mas o presidente Lula é um especialista e, quando chega perto do período eleitoral, ele fica muito mais preocupado com a reeleição do que a Nação”, disparou.
Por enquanto, o PSD mantém os nomes dos governadores Eduardo Leite e Ratinho Júnior, do Rio Grande do Sul e Paraná, respectivamente, na prateleira de presidenciáveis, cenário que pode mudar se homólogo paulista se colocar na corrida ao Planalto. “O nosso presidente (nacional da sigla) Gilberto Kassab já disse várias vezes que, caso se encaminhe a candidatura de Tarcísio, o PSD deve apoiá-lo, abrindo mão da candidatura”, disse.
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