Atenção Mais de 230 mil flagrantes de excesso de velocidade já foram registrados só em 2025 nas rodovias federais, segundo a PRF; especialistas alertam que um terço das mortes no trânsito está ligado à alta velocidade
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A definição dos limites de velocidade nas rodovias brasileiras não é uma medida aleatória: trata-se de uma política pública construída com base em estudos técnicos sobre tráfego, infraestrutura e segurança, regulamentada pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Em 2025, o governo federal atualizou diretrizes e abriu consultas públicas para revisar velocidades máximas e mínimas em áreas urbanas e rodoviárias, buscando alinhar o Brasil a padrões internacionais de segurança.
O excesso de velocidade continua sendo uma das infrações mais registradas no país. De janeiro a agosto de 2025, foram mais de 230 mil flagrantes em rodovias federais, conforme dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Além disso, organismos como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde apontam que um terço das mortes no trânsito está relacionado à velocidade acima do permitido.
Segundo o artigo 61 do CTB, quando não há sinalização específica, os limites padrões são:
Para José Ronaldo Marques da Silva, o Boizinho, presidente do Sindicato Nacional dos Cegonheiros (Sinaceg), os novos limites de velocidade adotados reforçam a responsabilidade compartilhada entre motoristas, empresas e poder público.
“Motoristas profissionais, como nós cegonheiros, que transportamos veículos pelo país, sabemos que a pressa nunca compensa”, Galdino enfatiza. “Um acidente causado por excesso de velocidade pode interromper uma cadeia de entregas e colocar em risco a vida de milhares de trabalhadores que dependem desse setor. Respeitar o limite é respeitar a si mesmo e ao próximo.”
Um dos parâmetros usados para definir os limites é a chamada “velocidade de 85%” – ou seja, considera-se a média de velocidade praticada por 85% dos motoristas naquela via. Estudos também analisam fatores como curva, visibilidade, pavimento e presença de pedestres. Em áreas com escolas ou tráfego intenso, os limites tendem a ser ainda mais restritivos.
Entre as propostas em análise pelo governo federal está a padronização para 30 km/h em áreas urbanas, alinhada a recomendações da ONU e já adotada em países como Espanha e França. Essa redução busca proteger usuários mais vulneráveis, como pedestres, ciclistas e motociclistas, que representam parcela expressiva das vítimas fatais em acidentes de trânsito.
A mensagem das autoridades e especialistas é clara: a lei salva vidas. A fiscalização deve ser intensificada para reduzir as infrações, mas o papel dos motoristas é fundamental para garantir um trânsito mais seguro e fluido.
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