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Novos limites de velocidade exigem atenção redobrada dos motoristas e reforçam apelo por segurança nas rodovias

Mais de 230 mil flagrantes de excesso de velocidade já foram registrados só em 2025 nas rodovias federais, segundo a PRF; especialistas alertam que um terço das mortes no trânsito está ligado à alta velocidade

06/10/2025 | 12:19
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Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


A definição dos limites de velocidade nas rodovias brasileiras não é uma medida aleatória: trata-se de uma política pública construída com base em estudos técnicos sobre tráfego, infraestrutura e segurança, regulamentada pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Em 2025, o governo federal atualizou diretrizes e abriu consultas públicas para revisar velocidades máximas e mínimas em áreas urbanas e rodoviárias, buscando alinhar o Brasil a padrões internacionais de segurança.


Dados que preocupam

O excesso de velocidade continua sendo uma das infrações mais registradas no país. De janeiro a agosto de 2025, foram mais de 230 mil flagrantes em rodovias federais, conforme dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Além disso, organismos como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde apontam que um terço das mortes no trânsito está relacionado à velocidade acima do permitido.

Segundo o artigo 61 do CTB, quando não há sinalização específica, os limites padrões são:

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  • Rodovias pavimentadas: até 110 km/h para automóveis, 90 km/h para veículos pesados.
  • Estradas não pavimentadas: até 60 km/h para todos os veículos.
  • Vias urbanas: variam entre 30 km/h e 80 km/h, conforme o tipo da via.
  • A legislação também estabelece que a velocidade mínima deve ser sempre metade da máxima permitida, evitando tanto o risco do excesso quanto o perigo de veículos muito lentos.

Para José Ronaldo Marques da Silva, o Boizinho, presidente do Sindicato Nacional dos Cegonheiros (Sinaceg), os novos limites de velocidade adotados reforçam a responsabilidade compartilhada entre motoristas, empresas e poder público.


A entidade congrega um setor com 5 mil profissionais diretamente envolvidos no tranporte de veículos zero quilômetro. No caso dos motoristas de cegonha, os limites de velocidade são ainda mais rígidos, de 80 km/h. 

“Respeitar os limites de velocidade não é apenas cumprir a lei: é salvar vidas”, ressalta Boizinho. “O transporte rodoviário brasileiro precisa cada vez mais de consciência coletiva, porque cada motorista que ultrapassa os limites coloca em risco não só a própria vida, mas também a de famílias inteiras que trafegam pelas estradas.”

O diretor regional do Sinaceg, Márcio Galdino, destaca que a velocidade impacta diretamente a segurança dos profissionais que vivem na estrada.

“Motoristas profissionais, como nós cegonheiros, que transportamos veículos pelo país, sabemos que a pressa nunca compensa”, Galdino enfatiza. “Um acidente causado por excesso de velocidade pode interromper uma cadeia de entregas e colocar em risco a vida de milhares de trabalhadores que dependem desse setor. Respeitar o limite é respeitar a si mesmo e ao próximo.”


Critério técnico dos 85%

Um dos parâmetros usados para definir os limites é a chamada “velocidade de 85%” – ou seja, considera-se a média de velocidade praticada por 85% dos motoristas naquela via. Estudos também analisam fatores como curva, visibilidade, pavimento e presença de pedestres. Em áreas com escolas ou tráfego intenso, os limites tendem a ser ainda mais restritivos.


Tendência internacional

Entre as propostas em análise pelo governo federal está a padronização para 30 km/h em áreas urbanas, alinhada a recomendações da ONU e já adotada em países como Espanha e França. Essa redução busca proteger usuários mais vulneráveis, como pedestres, ciclistas e motociclistas, que representam parcela expressiva das vítimas fatais em acidentes de trânsito.


Responsabilidade coletiva

A mensagem das autoridades e especialistas é clara: a lei salva vidas. A fiscalização deve ser intensificada para reduzir as infrações, mas o papel dos motoristas é fundamental para garantir um trânsito mais seguro e fluido.




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