Editorial O anúncio de R$ 523,8 milhões do Novo PAC Seleções para o Grande ABC é reconhecimento importante do governo federal à relevância econômica e social da região. Finalmente as sete cidades voltam a merecer o olhar cuidadoso do Planalto, restaurando um prestígio que havia se esvaído nos últimos anos, sabe-se lá por quais razões. Há muito a se fazer para recuperar o tempo – e o dinheiro – perdido. Os recursos contemplam áreas estratégicas, como saúde, educação, mobilidade e prevenção de desastres, que demandam reforços não é de hoje. É por isso que, além do anúncio, torna-se ainda mais importante que os valores cheguem efetivamente aos cofres municipais, onde produzirão efeitos.
A cautela não é sem razão. /a experiência mostra que anúncios, por si só, não transformam a realidade. Para que o PAC cumpra sua função, é indispensável que, além de aportarem em seus destinos corretos, o cronograma de obras seja cumprido. A burocracia, os atrasos em repasses e a falta de fiscalização costumam comprometer o resultado de projetos que, no papel, são promissores. A ausência de continuidade administrativa e a má gestão dos contratos públicos também comprometem a eficiência das políticas públicas. Por isso, é essencial que o governo federal garanta acompanhamento técnico e controle rigoroso sobre a aplicação dos valores destinados à região, evitando dispersão e desperdício.
As sete cidades têm diante de si a oportunidade de usar os investimentos para promover melhorias na vida de seus quase 3 milhões de habitantes. Aplicar bem as verbas significa priorizar obras que impactem o cotidiano, como a ampliação de serviços de saúde, o transporte urbano eficiente e a prevenção de riscos ambientais. Cabe aos prefeitos e gestores locais planejarem ações integradas e transparentes, que permitam à população acompanhar cada etapa dos projetos. O Novo PAC Seleções pode, enfim, deixar de ser uma promessa distante e tornar-se instrumento de desenvolvimento regional, desde que o compromisso com a execução e a fiscalização seja levado a sério. O Diário vai estar de olho.
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