Opinião

Bebida com metanol
‘Santo André, São Bernardo e Diadema têm 21 notificações de intoxicação’ (Setecidades, sábado). Os políticos tramam nos bastidores do Congresso e a população paga o pato, inclusive com a própria vida. As intoxicações e mortes por consumo de bebida adulterada devem ser creditadas na conta de Michel Temer, o vampirão ex-presidente que assumiu depois do golpe contra Dilma Rousseff e que é um dos líderes do Centrão, que é o câncer do Brasil e precisa ser extirpado da política na próxima eleição, assim como se faz com a doença. Ele, junto com Henrique Meirelles, então ministro da Fazenda, e Jorge Rashid, da Receita Federal, acabaram, em dezembro de 2016, com o Sicobe (Sistema de Controle de Produção de Bebidas), de rastreamento em tempo real que havia sido criado em 2008 para inspecionar cada garrafa, cada lata de bebida produzida. Nesse sistema, as bebidas passavam por um equipamento que registrava a produção e enviava os dados direto para a Receita Federal. Era uma espécie de câmera de segurança dentro de cada fabricante, o que impedia fraudes, sonegações e, principalmente, ajudava a identificar bebidas falsificadas. O Sicobe protegia o consumidor e a arrecadação e fora extinto com a justificativa de que era “caro” e atrapalhava as empresas menores. Resultado: explosão do mercado clandestino de bebidas, intoxicações, cegueiras, danos neurológicos e mortes por substâncias tóxicas, veneno.
Ivan Rocha - do Facebook
Pedágios
No Brasil nada se cria, tudo se copia. Dona Marta, como prefeita, trouxe o modelo corredor de ônibus inspirado em Curitiba, Bogotá, Europa, especialmente Espanha e França, e América do Norte. A ideia era dar fluidez ao trânsito e prioridade para o coletivo. Uma ideia copiada que deu certo. Com o avanço da tecnologia de bilhetagem e monitoramento eletrônico surgiu a lógica de eliminar barreiras físicas (catracas, cancelas e cabines). No pedágio, surgiu o free flow, um ‘filho’ dessa evolução do transporte e da mobilidade, objetivando tirar o gargalo e fazer o fluxo andar sendo a cobrança de forma automática. O berço do free flow é a Noruega no início dos anos 1990 e se espalhou para o mundo. Chegou no Brasil em 2023, no Rio de Janeiro e em São Paulo em 2025, ou seja 35 anos depois. O free flow traz muitas vantagens: acaba com filas em cabines, motorista não precisa reduzir muito a velocidade, reduz o consumo de combustíveis e emissões, resultando em menos poluição. Basta ter a Tag onde é feita a leitura ao passar pelo pedágio – na ausência da Tag a placa é lida e a cobrança chega na casa do usuário. Simples assim. Mas não é a instalação do free flow que está incomodando certas pessoas. A implicância é porque quem está propondo é o governador Tarcísio de Freitas, perseguido pela esquerda, pois reúne condições de derrotar Lula. Vá em frente, governador, substitua as cabines pelo free flow; a população agradece.
Izabel Avallone - Capital
Fundo eleitoral O Brasil há tempos está órfão de bons políticos. Enquanto o presidente Lula se lixa para a necessidade de buscar o equilíbrio fiscal, o Congresso, tão irresponsável quanto, afrontando a Nação, aprova, na Comissão Mista do Orçamento, fundo eleitoral de R$ 4,96 bilhões para orgia de gastos na eleição presidencial de 2026. Esse fundo, que será utilizado por candidatos à Presidência, governador, senador, deputado federal e estadual, em 2020, era de R$ 2,03 bilhões.
Paulo Panossian - São Carlos (SP)
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