Bebidas adulteradas São Paulo lidera estatística, com 162 investigações
Sandro Araújo/Agência Saúde DF

O Ministério da Saúde informou que a quantidade de notificações de intoxicação por metanol após ingestão de bebidas alcoólicas aumentou para 195. Em todo o País, são 14 casos confirmados e 181 em investigação. Até o momento, foram registradas 13 mortes.
O Estado de São Paulo lidera a estatística, com 162 casos. Destes, 14 são confirmados e 148 ainda estão sob investigação. Na tarde deste sábado, a Secretaria de Saúde de São Paulo confirmou a segunda morte por intoxicação com metanol no Estado, um homem de 46 anos.
A outra ocorreu em 15 de setembro, quando um homem de 54 anos morreu. Ambos os casos foram registrados na capital paulista. Entre as outras mortes suspeitas, constam também óbitos em São Bernardo do Campo e Cajuru.
Três Estados brasileiros apresentaram os primeiros casos: Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Piauí.
O metanol é usado como matéria-prima para combustíveis e é impróprio para consumo humano, mas estaria sendo utilizado na falsificação de bebidas alcoólicas. Em forma pura, ele tem gosto levemente adocicado e alcoólico, parecido com o etanol, e não tem odor forte característico. Em destilados com 30% ou 40% de teor alcoólico, não é perceptível no sabor.
O ministro da saúde, Alexandre Padilha, recomendou que a população evite bebidas alcoólicas nos próximos dias, principalmente que estejam em garrafas de destilados fechadas com roscas.
"Nossa recomendação é evitar bebidas destiladas, sobretudo aquelas que a garrafa é feita com a rosca", disse. Segundo ele, ainda não foram identificados casos de adulteração em bebidas alcoólicas vendidas em latas ou em garrafas com tampas metálicas.
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