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Proprietários divergem sobre a venda de antigo Hospital Jardim, em Santo André

Ante impasse, Paço andrense mantém hipótese de anticrese

Gabriel Gadelha
Especial para o Diário
05/10/2025 | 09:30
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Claudinei Plaza/DGABC
Claudinei Plaza/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


A tentativa de venda do prédio onde funcionou até 15 anos atrás o Hospital Jardim, em Santo André, não avançou. Dos 13 proprietários do imóvel, quatro concordaram com a proposta apresentada por um comprador interessado em quitar à vista a dívida de IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) de aproximadamente R$ 10 milhões. Os demais donos não aceitaram os termos, inviabilizando a operação.

Com isso, a alternativa de anticrese, modelo no qual a Prefeitura assumiria o prédio por até 25 anos e utilizaria o espaço para fins públicos, enquanto o valor da dívida seria abatido gradualmente via aluguel, segue como opção em estudo. A retomada da medida havia sido anunciada pela administração municipal na semana passada e tinha sido suspensa por causa do possível interessado.

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O médico e sócio-proprietário Reinaldo Ernani, 74 anos, afirmou ao Diário que apresentou formalmente um comprador com condições de efetuar a aquisição e realizar o pagamento integral da dívida em parcela única. No entanto, destacou que a conclusão do negócio dependia da anuência de todos os donos.

O prazo para o pagamento da dívida do IPTU com a Prefeitura se encerrou no dia 29 de setembro. O possível comprador teria até 23h59 desta data para efetuar a transação, mas, mesmo com a compensação bancária estendida até a noite seguinte, o dinheiro não entrou nos cofres públicos. O nome do interessado nunca foi revelado pelos atuais donos e nem mesmo a Prefeitura teve acesso a essa informação.

“Atualmente, o imóvel possui 13 coproprietários. Desses, aproximadamente 48% (quatro, visto que um deles possui uma fatia maior do imóvel) já manifestaram concordância com a alienação do bem nas condições apresentadas. Contudo, a venda não foi concluída porque os demais ainda não assinaram a proposta. Sem a anuência de todos, não é juridicamente possível efetivar a venda nem realizar o pagamento do IPTU ”, pontuou Ernani.

Reinaldo reforçou ainda que sempre atuou “de boa-fé, com transparência e seriedade” e que o interessado na compra segue à disposição para concluir a operação caso haja consenso entre os coproprietários. O médico não quis informar o nome do possível comprador nem em qual ramo de negócios ele atua. 

Ainda de acordo com Ernani, a ideia do interessado seria utilizar o espaço para trazer de volta a função que o local exerceu, e transformar o prédio num novo hospital.

Em abril, reportagem do Diário mostrou o estado avançado da deterioração do prédio, com estruturas expostas, vidros quebrados e sinais de invasões. Vizinhos estão incomodados com a situação. A Prefeitura de Santo André afirma que não permitirá que o espaço do antigo hospital permaneça abandonado.




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