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Dólar tende a cair a R$ 5, diz economista do Bradesco

Esse panorama, segundo ele, deve refletir a continuidade da fraqueza global da moeda americana

05/10/2025 | 08:00
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FOTO: Valter Campanato/Agência Brasil
FOTO: Valter Campanato/Agência Brasil Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O economista-chefe do Bradesco, Fernando Honorato Barbosa, disse que a cotação do dólar deve ficar mais próxima de R$ 5 do que de R$ 5,50 nos próximos meses. Esse panorama, segundo ele, deve refletir a continuidade da fraqueza global da moeda americana.

"Continuo achando mais fácil o dólar estar perto de R$ 5, ou até um pouquinho abaixo de R$ 5, nos próximos seis ou nove meses, do que estar em R$ 5,50", disse Honorato, ao participar de evento da Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), em São Paulo, na sexta-feira.

Segundo ele, cerca de 70% do movimento de valorização do real desde a virada do ano reflete justamente esse momento de maior fraqueza do dólar. "Apesar da piora do déficit externo, o real está superbem comportado. Se o real fosse seguir de perto o que está acontecendo com o dólar no mundo, era para o dólar estar em R$ 4,60. Se o real estivesse acompanhando de perto uma cesta de países emergentes que têm características semelhantes às do Brasil, era para o dólar estar em R$ 4,90", disse.

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Honorato também avaliou que uma possível moeda única do Brics, o grupo de economias emergentes fundado por Brasil, Rússia, Índia e China, é ideia "muito ruim" e da qual o Brasil deveria "fugir".

"Eu absolutamente acho muito, muito ruim a ideia da moeda do Brics. Acho que o Brasil deveria fugir dessa ideia como o diabo foge da cruz", disse Honorato, após comentar que a tensão e a volatilidade trazida pelo governo Donald Trump nos Estados Unidos faz os países da América Latina "caírem no colo" da China.

Para Honorato, a desaceleração da atividade doméstica e um câmbio comportado devem ser "a senha" para que ocorra o início de ciclo de cortes na taxa básica de juros, a Selic. Segundo ele, é "praticamente impossível" o Brasil ter uma inflação cravada na atual meta, de 3%. "Acho impossível ou muito improvável que a inflação chegue aos 3% por uma razão muito simples: temos um governo que gasta bastante, que gosta de dar estímulo para a demanda."

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.




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