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Adoção de cães e gatos diminui 10% nas cidades da região

Entre janeiro e agosto deste ano, 610 pets ganharam um lar; animais idosos têm maior taxa de rejeição entre interessados, diz especialista

04/10/2025 | 11:13
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FOTO: Celso Luiz/DGABC
FOTO: Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Apesar de o Dia Mundial dos Animais ser celebrado hoje, o Grande ABC teve uma queda significativa em um indicador importante relacionado aos pets. Em 2025, o número de adoções de cães e gatos na região diminuiu 10%. De janeiro a agosto deste ano, as prefeituras informaram que 610 animais encontraram um novo lar, enquanto no mesmo período do ano passado foram 680 animais adotados. 

Santo André liderou o ranking de adoções nos últimos oito meses, com 266 pets encaminhados para novos lares. Em seguida, aparecem Ribeirão Pires, com 164 adoções, Mauá (87), São Bernardo (33), São Caetano (23), Diadema (22) e, por fim, Rio Grande da Serra, com 15 animais adotados.

A gerente do Controle de Zoonoses de Santo André, Sandra Prado, apontou que a queda nas adoções pode estar ligada a uma maior preocupação com os custos de manutenção dos pets. “Essa é uma tendência nacional, não apenas no Grande ABC. Diante da atual situação econômica do País, as pessoas estão mais conscientes sobre os gastos envolvidos ao adotar um animal. Muitas vezes, adotavam por impulso, se assustavam com os custos e acabavam abandonando. Além disso, o trabalho dos voluntários em retirar animais das ruas tem sido essencial”, destacou a coordenadora.

DGABC

Se a adoção de filhotes e animais adultos já enfrenta obstáculos, a situação é ainda mais desafiadora para os pets idosos. Entre janeiro e agosto de 2025, Santo André, São Bernardo, Diadema e Mauá registraram apenas 38 adoções desse perfil, do total de 408 registradas nesses municípios. As demais cidades da região não divulgaram os dados.

“Ainda existe o preconceito de que animais idosos não vão viver por muito tempo. Muitas pessoas não consideram a importância de proporcionar uma boa qualidade de vida nesse último ciclo. Em geral, quem adota pets mais velhos são pessoas também de idade avançada. Nas feiras, os filhotes com até um ano são adotados rapidamente, enquanto os mais velhos enfrentam muita resistência”, afirmou a gerente do Controle de Zoonoses de Santo André, Sandra Prado.

A contadora Cícera Aline da Silva, 30 anos, adotou no ano passado o gato Gov já com 10 anos e o Vlad, com 8. Além dos felinos, ela cuida dos cães Billy, 11, Melina e Moisés, ambos com 14 anos.

“A Melina adotei em um abrigo que não tinha condições de cuidar. Ela tem problema de pele e precisava de acompanhamento. Mas hoje está super bem. O Gov adotei no ano passado já idoso e com problemas nas patas traseiras”, ressaltou Aline, que mora em Diadema. 

A tutora conta que cuidar de pets idosos é mais simples do que muitos imaginam. “Eles são mais calmos, ficam quietinhos e se alimentam bem. A única atenção maior é manter os exames em dia. Decidi adotá-los para que tivessem uma vida digna. Quem adota animais idosos está, na verdade, lhes dando uma chance de serem salvos, já que muitos foram abandonados”, relatou.

Cícera disse que tem outros sete pets sob seus cuidados e quatro em lar temporário.




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