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Peritos conseguem emenda na PEC para tentar incluir Polícia Científica na Constituição

Com isso, a proposta vai tramitar oficialmente na comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa o texto

04/10/2025 | 08:00
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Vinicius Loures / Câmara dos Deputados Fonte: Agência Câmara de Notícias
Vinicius Loures / Câmara dos Deputados Fonte: Agência Câmara de Notícias Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Peritos criminais querem aproveitar a PEC da Segurança Pública (PEC 18/25) para tentar incluir a Polícia Científica na Constituição.

O primeiro passo foi dado nesta semana, com a apresentação de uma emenda à PEC. Com isso, a proposta vai tramitar oficialmente na comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa o texto.

A proposta de interesse dos peritos foi apresentada pelo deputado Vinicius Carvalho (Republicanos-SP), a partir de lobby da categoria.

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Caberá ao relator, o deputado Mendonça Filho (União-PE), decidir se incorpora ou não o conteúdo da emenda ao parecer final.

A APCF (Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais) vem fazendo reuniões com membros da comissão especial que analisa o texto para articular o reconhecimento formal da perícia criminal no sistema de Segurança Pública.

O Código Penal define como obrigatória a perícia feita por "órgão oficial" em todos os vestígios de crimes e suspeitas de crimes, sob pena de anular investigações e ações penais.

Os peritos alegam que incluir a regra na Constituição garante maior segurança contra "métodos enviesados" na produção de provas.

"A prova pericial é uma garantia constitucional que fortalece a ampla defesa e o contraditório, permitindo que se evitem impunidades e injustiças, fortalecendo o Estado democrático de direito", afirma Marcos Camargo, presidente da APCF.

Proposta pelo ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, a PEC da Segurança Pública pretende aumentar a integração entre os governos estaduais, unificar políticas públicas e reestruturar carreiras do setor.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), pretende aprovar o texto até o final do ano.




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