No Parque dos Químicos Adega do Braga, localizada no Parque dos Químicos, foi fechada pela vigilância sanitária; proprietário foi conduzido à delegacia para prestar depoimento
FOTO: Denis Maciel/DGABC

São Bernardo tem um quarto bar interditado por suspeita de vender bebidas adulteradas com metanol. A Adega do Braga, localizada no Parque dos Químicos, foi fechada cautelarmente nesta sexta-feira (3) durante uma força-tarefa de fiscalização realizada pela Prefeitura e a Polícia Civil. A ação conta com a participação da prefeita Jessica Cormick (Avante).
A equipe da Vigilância Sanitária do município recebeu uma denúncia de uma das vítimas internadas na cidade por suspeita de contaminação por metanol. De acordo com relato da paciente, ela teria consumido bebida alcoólica nesse estabelecimento e apresentado sintomas de contaminação.
O proprietário da adega foi encaminhado para prestar depoimento à Polícia Civil. Outro endereço que seria vistoriado estava fechado no momento da fiscalização - o nome do local não foi divulgado.
Além da Adega do Braga, outros três estabelecimentos foram interditados cautelarmente na cidade. A Prefeitura informou os nomes de dois deles, o Villa Jardim Bar, no bairro Taboão e o Boteco da Villa, na Pauliceia. A identidade do terceiro não foi revelada, sabe-se apenas que está localizado no Ferrazópolis.
Segundo última atualização da Prefeitura, São Bernardo investiga 30 casos e quatro óbitos de contaminação por metanol. Em Santo André são duas notificações e Diadema contabiliza uma.
Diadema
Em Diadema, uma operação da Polícia Civil contra a falsificação de bebidas alcoólicas resultou na apreensão de 1.200 mil garrafas em Diadema, nessa quinta-feira (2). O flagrante aconteceu quando um caminhão descarregava caixas em um estabelecimento comercial na Vila Santa Maria.
Segundo a ocorrência, os agentes fiscalizavam o local quando desconfiaram da mercadoria. As garrafas, identificadas como cerveja, estavam, na verdade preenchidas com um líquido semelhante à cachaça. Além disso, os rótulos apresentavam sinais de adulteração.
A nota fiscal apontava que a carga havia saído de uma distribuidora em São Bernardo. Diante da informação, equipes seguiram até o endereço e localizaram uma estrutura de produção irregular. No terreno, havia maquinário, tonéis, reservatórios, botijões de gás, lenha e destiladoras, o que indicaria a fabricação clandestina da bebida.
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