Setecidades Titulo Número será ampliado

São Bernardo tem 400 ampolas de antídoto do metanol

Município registra 30 casos e quatro óbitos suspeitos; cidade deve receber mais medicamentos

03/10/2025 | 12:42
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FOTO: Celso Luiz/DGABC
FOTO: Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O secretário de saúde de São Bernardo, Jean Gorinchteyn, disse na manhã desta sexta-feira (3) durante reunião da Comissão Especial da Câmara Municipal, instaurada para investigar as bebidas adulteradas na cidade, que a rede de saúde do município tem 400 ampolas de antídoto do metanol. 

Ele afirmou que, entretanto, cada paciente gasta em média de 10 a 12 ampolas. Por isso, a cidade deve receber mais medicamentos para garantir o atendimento às vítimas, que vem aumentando. O secretário informou que os números foram atualizados para 30 casos e quatro óbitos.

“Nossa preocupação é garantir o abastecimento do antídoto, que é etanol, álcool etílico, a 99%. Conversamos com a equipe do Hospital das Clínicas, que está garantindo que não fiquemos desabastecidos”, contou Gorinchteyn.

DGABC

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O secretário adjunto de Saúde de São Bernardo, Manoel Romero Vieira Lima, disse que os profissionais da rede de saúde possuem um protocolo para atender com assertividade. “Fomos surpreendidos por essa situação que é tão grave, mas nossa rede de saúde está preparada para enfrentar mais essa crise”, disse. 

De acordo com Romero, o município de São Bernardo tem se destacado por estar garantindo a rápida identificação dos quadros clínicos compatíveis com a intoxicação pelo metanol. A agilidade se deve à capilaridade da rede - composta por 11 UPAs (Unidades de Pronto Atendimento), 4 hospitais e 35 UBSs (Unidade Básica de Saúde) - e fluxos desenvolvidos. 

“A partir dos primeiros casos, a Secretaria de Saúde criou um grupo de trabalho para garantir que as informações chegassem aos profissionais e instituiu um protocolo direcionado para que conseguíssemos encaminhar os pacientes para os locais onde tínhamos a capacidade de estrutura de prestar o atendimento possível”, explicou o secretário adjunto da pasta. 

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