Intoxicação por metanol Artista se apresentou no Boteco da Villa no domingo (28), estabelecimento foi interditado pela Vigilância Sanitária e investigada pela Polícia Civil
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Atualizada às 15h9
O cantor Gustavo da Hungria Neves, 34 anos, conhecido apenas como Hungria, está internado no Hospital DF Star, em Brasília, após apresentar sintomas compatíveis com ingestão de bebida adulterada. Segundo boletim médico divulgado nesta quinta-feira (2), o artista deu entrada na unidade com quadro de cefaleia, náuseas, vômitos, turvação visual e acidose metabólica. O hospital informou que ele recebeu tratamento especializado e que o caso segue em investigação.
No último domingo (28), Hungria se apresentou no Boteco da Villa, em São Bernardo, casa de shows interditada pela Vigilância Sanitária em ação preventiva nesta semana, em meio às investigações sobre suspeita de bebidas adulteradas.
Apesar da apresentação na região, uma das suspeitas é que os sintomas tenham surgido após o artista ingerir bebidas compradas em uma distribuidora de Brasília.
Em nota à imprensa, a equipe do cantor afirmou que Hungria encontra-se fora de risco iminente, mas seguirá em acompanhamento médico. Por orientação da equipe médica, os shows marcados para este fim de semana serão remarcados.
O Boteco da Villa divulgou uma nota pública nesta quinta-feira (2). No comunicado, o estabelecimento afirma que todas as bebidas comercializadas são adquiridas de fornecedores com procedência garantida e acompanhadas de nota fiscal.
O bar também declarou que nunca houve indício de adulteração em seus produtos e classificou a interdição como uma medida “precipitada e meramente cautelar, sem comprovação de qualquer irregularidade”. Segundo a nota, a casa de shows afirma estar tomando medidas judiciais para garantir a reabertura e reforça o compromisso com transparência e segurança.
NÚMEROS
A Prefeitura informou que até a manhã desta quinta-feira foram registradas 18 notificações de suspeita de intoxicação na cidade, com quatro mortes e 14 atendimentos na rede hospitalar pública e privada.
Entre as vítimas fatais, todas do sexo masculino, estão um homem de 38 anos, que faleceu em 18 de setembro em um hospital particular; um de 58 anos, que morreu em 24 de setembro no Hospital de Urgência; e o advogado Marcelo Macedo Lombardi, 45, que morreu em 28 de setembro após ser internado na rede privada. O quarto óbito é de um homem de 49 anos, que faleceu em casa na última terça-feira (30). Todos os casos ainda serão confirmados por exames do iML (Instituto Médico Legal).
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