Memória O mais recente livro do professor Alexandre Takara – e não o último – torna-se antes mesmo de ser publicado a sua obra-prima
Crédito da foto 1 – Projeto Memória

INTRODUÇÃO
Acabo de escrever meu último livro, “O Canto do Cisne”. Dei-lhe esse nome porque lembra uma lenda, possivelmente de origem grega, que ao se aproximar da sua morte, ele canta a última canção em vida. Este livro é o meu último canto. Ele se compõe de 54 fragmentos, cada qual referente a um aspecto de minha vida.
Alexandre Takara, orientador desta página Memória.
DA ARGÉLIA
“A greve de 1979” (Memória, 29 de setembro). Em 1979, eu estava na Argélia, norte da África. Recebia diariamente os jornais franceses - Le Monde e L''Express. Eles divulgavam notícias do Brasil com enfoque na ditadura militar vigente. Denominavam a nossa região como a República do ABC, onde foi intenso o movimento contra a ditadura militar. Alguns lampejos desse período estão no meu livro – ‘Um Nissei, Memória e Identidade’ - a semelhança de um romance de formação (Jundiaí, SP: Telucazu Edições, 2017).
Alexandre Takara
METRALHADORAS
Lembro perfeitamente daquela greve. Morávamos em uma casa nas imediações de onde se podia observar a movimentação de helicópteros militares exibindo suas metralhadoras pela porta aberta. Dias tensos.
Vanderlei Retondo - Cronista de Santo André
Lendo os textos da página “Memória”, tenho vontade de percorrer o Grande ABC, para matar saudade, mas problema de mobilidade me impede.
Alexandre Takara
Vocês receberam fragmentos ou capítulos do meu último livro, ainda inédito – “O Canto do Cisne? Ele relata o meu reencontro com o meu passado. Em alguns fragmentos, contextualizo o tempo histórico, bem na perspectiva de Eric Hobsbawan, em seu livro “Era de Impérios (1870-1950). Se possível, escrevam alguns comentários.
Alexandre Takara
Quando Memória começou a citar o professor Alexandre Takara como o seu orientador mor, fomos questionados pelo próprio:
- Orientador? Por que orientador?
Respondemos qualquer coisa, nem lembramos mais o que, mas o introito desta Semana Literária aqui no espaço talvez responda com mais clareza o que o querido professor nos perguntou.
Alexandre Takara jamais deixou de se manifestar, quando o assunto perpassa livros, cultura, memória e coisas do gênero. E não apenas aqui em Memória.
Na sala de aula era assim também. Nas reuniões do Gipem. Nos Congressos de História. Nos auditórios lotados ou vazios, nos encontros da Alpharrabio. Nas visitas à redação. Nos passeios que fizemos juntos por este Grande ABC indomável, gravador ligado, saboreando suas histórias.
Uma pena não termos sido alunos do Takara num curso regular. Que alegria deveria ser. Quantos questionamentos, discussões, conversas que começariam na sala de aula para ter continuidade na cantina de uma Universidade Metodista.
Um dos questionamentos seria este: “Canto do Cisne” uma ova, professor. Este é apenas o seu 15º livro. O 16º poderia ser a reunião de todos os seus bilhetes, como esta lembrança da greve dos metalúrgicos de 1979 observada diretamente da Argélia. E o 17º as lembranças suscitadas por mais este questionamento não autorizado nesta Semana Literária que Memória, aleatoriamente, vem publicando diante de tantos novos títulos de obras todas maravilhosas que vão chegando.
“O Canto do Cisne” ainda não foi publicado, é verdade. Já temos o prefácio. Ele vai publicado no Face Book da Memória, que abrigará os demais capítulos. Confiram. E peitem o nosso orientador: professor Takara, te aguardamos no próximo Congresso de História, São Bernardo, novembro que bate às portas. O Jorge Magyar, seu vizinho, te dará uma carona. E nós o receberemos de pé, aplaudindo, dizendo que o Grande ABC tem a sorte de contar com um pensador e intelectual da sua envergadura.

Crédito da foto 1 – Projeto Memória

Crédito da foto 2 – Museu da Pessoa
TAKARA. Em 1990 ao lado de Philadelpho Braz e Manoel dos Santos num cenário andreense dos três. E no destaque, em 2013, no estúdio do Museu da Pessoa, em São Paulo
NAS ONDAS DO RÁDIO
Asas femininas.
Pioneiras.
Brasileiras.
Texto: Milton Parron
Thereza Di Marzo foi a primeira mulher a obter o brevê de piloto no Brasil, em 8 de abril de 1922.
Anésia Pinheiro Machado foi a segunda, no dia seguinte a Thereza.
Trinta anos mais tarde, outra brasileira, Ada Rogato, tornou-se a primeira a pilotar solitariamente um avião pelos três hemisférios americanos.
Elas estarão no programa Memória deste final de semana, mês do aviador, contando detalhes das aventuras que as colocaram em páginas de jornais de todo o mundo.
Thereza, Anésia e Ada tiveram de superar preconceitos e desafios inimagináveis para conquistar o sonho de voar. Elas tornaram mais fácil o caminho para as desbravadoras que se seguiram:
Arlete Vitória Ziolkowski, primeira copiloto em uma companhia aérea, a Vasp;
Claudine Melnik, primeira comandante de uma empresa aérea comercial, a TAM, em 1995;
Kalina Cox Milani, primeira mulher piloto da Varig, em 1991, posteriormente a primeira comandante da Emirates Airlines.
Essas mulheres não só desafiaram os limites, mas também se dedicaram a divulgar e promover o acesso feminino na aviação. Reverencia-las nunca é demais.
Memória - Produção e apresentação: Milton Parron. Rádio Bandeirantes em 86.3 e 90.9. Amanhã, às 7h; sexta-feira, às 23h. Disponível nas principais plataformas digitais, no Spotify e no Apple Podcast.
DIÁRIO HÁ MEIO SÉCULO
Sábado, 4 de outubro de 1975 – Edição 2868
MANCHETE – Grande São Paulo é mobilizada para o combate à poluição.
A partir de segunda-feira (6-10-1975) o governo estadual dará início à Operação Branca, de combate à poluição do ar.
EM 4 DE OUTUBRO DE...
1905 – Projeto de lei em tramitação na Câmara dos Deputados restringia a autonomia dos municípios. Campinas protestava.
Berlim, 3 – A municipalidade decretou a colocação obrigatória dos taxímetros nos carros de praça.
A atriz francesa Sarah Bernhardt (1844-1923) daria três recitais no teatro Polytheama, em São Paulo.
1930 – A revolução: graves acontecimentos em Minas Gerais e no Rio Grande do Sul. Declarado o estado de sítio no Distrito Federal e em vários estados. Interrompido o serviço telefônico para o Rio de Janeiro. 1995 – Dalila Teles Veras mantinha a coluna “Viaverbo” no Diário. E escrevia: “O Mapa Cultural Paulista, da Secretaria de Estado da Cultura, não mapeia nem representa nada. Não passa de uma empulhação, uma maneira grosseira e demagógica de gastarem o nosso dinheiro com coisas inúteis”. MUNICÍPIOS BRASILEIROS No Estado de São Paulo, hoje é o aniversário de Rinópolis. Pelo Brasil: Aratiba e Cerro Largo (RS), Campina do Simão (PR), Carmo do Paranaíba, Frutal, Guapé, Itapecerica, Monte Azul e Salinas (MG), Catingueira (PB), Cedro de São João e Salgado (SE), Curuçá (PA), Engenheiro Paulo de Frontin (RJ), Igaci (AL), Tamboril (CE) e Zé Doca (MA). HOJE Dia Mundial dos Animais e Dia Mundial da Natureza Dia Universal da Anistia Dia Mundial do Barman ou Bartender. São Francisco de Assis 4 de outubro (Itália 1182-1226). Fundou as Ordens dos Franciscanos, dos Capuchinhos e dos Franciscanos Conventuais. Foto: Renata Esteves, especial para “Memória”; foto tirada há três anos no Colégio São José, em São Bernardo
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