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Veja a Palavra do Leitor do 'Diário' deste dia 1° de outubro de 2025

01/10/2025 | 09:13
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FOTO: DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


 Bebida contaminada

‘Três das quatro mortes por intoxicação com metanol ocorrem em São Bernardo’ (Setecicades, ontem). O Brasil é o País do improviso. Primeiro se achou que deveria ter um sistema para controlar a produção de bebidas, então o Sicobe (Sistema de Controle de Produção de Bebidas) foi criado em 2007. Ele exigia a instalação de equipamentos contadores em fábricas de cervejas, refrigerantes e águas. Além disso, os aparelhos monitorados pela Casa da Moeda eram operados por empresas privadas que registravam o volume produzido e ajudavam a controlar a arrecadação de tributos como IPI, PIS e Confins. Em 2016 foi desativado pela Receita Federal. O sistema impedia fraudes, mas foi criticado pelos altos custos. O TCU (Tribunal de Contas da União) exigiu a reativação do sistema. A União recorreu ao STF (Supremo Tribunal Federal) alegando perda de R$ 1,8 bilhão por ano e justificando que já existem alternativas equivalentes. A liminar de Cristiano Zanin mantém a decisão da Receita e o controle físico está suspenso. Suspende as decisões do TCU que determinavam a volta do sistema Sicobe. Essa economia aventada pelo governo, que não se importa em gastar para fins eleitoreiros, já fez três vítimas. Outras virão, porque se já é difícil controlar a produção de bebidas, imagine sem fiscalização. O Brasil definitivamente não é para amadores. 

Izabel Avallone - Capital

DGABC

Crime organizado

Veja a força do crime organizado. Ninguém quer ser o relator que classifica o PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho) como terroristas. Trata-se de um texto que foi apresentado em março, após pressão do governo dos EUA ao Brasil, para que as facções fossem classificadas como tal. Onde estão os caciques da política que sempre foram useiros e vezeiros em criticar, mas na hora de agir jogam ao menino Nikolas a difícil tarefa de ser o relator? Não se trata de ter vaidade; trata-se de mexer num vespeiro que nem Lula nem seu ministro da Justiça, Lewandowski, quiseram meter a mão. “Os membros do governo Lula alegaram que a legislação brasileira não prevê esse tipo de enquadramento, uma vez que as duas facções não se envolvem com crimes de ódio ou religioso, ainda que lucrem com atividades ilegais”. Bela passada de pano. Lucrar com atividades ilegais pode. Mas esses grupos não têm utilizado o terror como instrumento para atingir seus objetivos, retaliando políticas públicas, demonstrando domínio, controle social ou poder paralelo ao Estado em qualquer espaço territorial? Vitória das facções que saem fortalecidas e continuam barbarizando esse País. Depois não adianta fazer de conta que querem combater o crime organizado. Apesar de no Brasil ter inúmeros exemplos de pessoas com capacidade para fazer esse trabalho, resta saber quem se aventura a comprar essa briga, que, pelo jeito, já é carta fora do baralho. Melhor fingir que essas facções não existem e assim elas continuam agindo sem serem incomodadas. É preciso ter aquilo roxo para enfrentar o crime organizado, pois quem enfrenta perde a paz e a segurança – o promotor Lincoln Gakiya que o diga.

Luciana Lins - Campinas (SP)


Diarinho

Nós, professores, pais, tios e avós, precisamos prestar agradecimentos ao Diarinho, suplemento infantil do Diário. Isso em razão de reconhecermos que nossas crianças são campos férteis que, desde o acordar, passam a ser terras ávidas com fome de sementes. O hábito importantíssimo da leitura lúdica e formadora de suas personalidades será, para sempre, instrumentos de suas imprescindíveis vidas.

Cecél Garcia - Santo André


Pena de morte

O ex-ministro da Agricultura da China Tang Renjian foi condenado à morte, podendo a pena ser convertida em prisão perpétua. Ele é acusado de ter recebido o equivalente a R$ 180 milhões em propina. Se a moda pega, imaginem quantos presídios e cemitérios seriam necessários por aqui.

Vanderlei Retondo - Santo André




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